Páginas

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Vencer ou vencer

Jogadoras brasileiras na concentração: três jogos, três vitórias e nenhum gol
sofrido. Dá pra acreditar! (foto: fifa.com)
A Copa do Mundo de Futebol Feminino segue a toda no Canadá.

A primeira fase já deixou oito seleções no meio do caminho. A partir de amanhã, começam as fases eliminatórias. Antes de falar um pouco dos oito jogos das oitavas de final, eis um breve resumo sobre cada um dos grupos:

Grupo A: as donas da casa cumpriram seu papel: terminar em primeiro no grupo. Não brilharam (marcaram apenas dois gols nos três jogos), mas se livram de uma pedreira nas oitavas. Chinesas e holandesas também avançaram. O destaque fica por conta do jogo de abertura, em Edmonton: mais de 53 mil pessoas apoiando as canadenses, recorde absoluto para eventos coletivos no país. E tem quem diga que elas não enchem estádio. Ah tá...

O melhor ataque da Copa. E olha que as alemãs cansaram
de perder gols! (foto: fifa.com)
Grupo B: não teve nem graça. Alemanha e Noruega atropelaram as adversárias e, sendo assim, não havia nada que Costa do Marfim e Tailândia, estreantes, pudessem fazer. As marfinenses ainda sairão da Copa com uma marca negativa: a segunda maior goleada da história das Copas do Mundo. A surra tomada das alemãs, 10 a 0, só não foi maior porque o ataque germânico... meu Deus, saudades da Prinz!!

Grupo C: atuais campeãs mundiais, as japonesas jogaram pro gasto e conseguiram os 100% de aproveitamento. A grata surpresa fica por conta de Camarões, que engrossou contra as asiáticas e venceu a Suíça, que na segunda rodada aplicou um sonoro 10 a 1 diante do Equador. Graças a essa sova, as helvéticas avançaram como uma das melhores terceiras colocadas.

Grupo D: o grupo da morte reservou muita coisa boa. O empate por 0 a 0 entre Estados Unidos e Suécia foi o melhor jogo da Copa até aqui. Aliás, as suecas, treinadas pela excepcional Pia Sundhage, passaram com o pires na mão: três jogos, três empates. Foi a pior terceira colocada a avançar, junto com as americanas e as australianas.

Festa da Coréia do Sul pela vaga nas oitavas e o contraste da
estreante Espanha, eliminada! (foto: fifa.com)
Grupo E: o grupo era fraco? Não. Por ter duas estreantes (que foram eliminadas), deu-se essa impressão. O fato é que o Brasil foi muito bem pelo que se propôs: terminar em primeiro. E como é uma marca do técnico Vadão, a vice-campeã de 2007 não sofreu gols ainda. Talvez por isso, Marta tenha sido apenas discreta nos dois jogos que atuou. A boa notícia: não temos mais uma "Martadependência". Formiga, Cristiane e Andressa Alves chamaram a responsabilidade e, de provável zebra, os outros times já olham com o nariz torcido para as brasileiras. Assim como o Grupo B, apenas duas avançaram.

Grupo F: de longe, o grupo mais interessante. França e Inglaterra pontearam o grupo, mas não foi fácil, principalmente para as francesas, que perderam para as colombianas. Até mesmo o México, lanterna do grupo, vendeu caro suas duas derrotas. As azuis se recuperaram bem na última rodada e dão a impressão de que podem sonhar com algo melhor que a terceira posição de 2011.

Analisados os grupos, hora de tentar prever o que pode acontecer nas oitavas de final, na ordem das datas:

20/06 - Alemanha x Suécia: logo de cara, a repetição da final de 2003. Mas o que está em jogo é muito mais do que a vaga nas quartas de final. Graças ao esdrúxulo critério da UEFA para a escolha das seleções que representam o continente nos Jogos Olímpicos, quem perder praticamente dá adeus a qualquer chance de vir ao Rio de Janeiro em 2016. E a Alemanha já ficou de fora em Londres por causa disso. As comandadas de Pia Sundhage terão que jogar muito mais se quiserem sonhar com a vaga..

Ngono Mani comemora o gol da vitória contra a Suíça e da
classificação camaronesa: boa surpresa!  (foto: fifa.com)
20/06 - China x Camarões: a grata surpresa africana encara uma China que não tem mais graça nenhuma e nem de longe lembra a ótima geração de Sun Wei e companhia. Aqui pode pintar zebra. Zebra... África... combina, né?

21/06 - Brasil x Austrália: não podemos nos iludir achando que estamos jogando um futebol de outro planeta. Mas a eficiência é a marca da equipe brasileira neste campeonato. As Matildas (apelido da seleção australiana) evoluíram demais desde que foram eliminadas, nas quartas, pelo próprio Brasil, em 2007. Portanto, é bom abrir o olho. A vantagem: se não sofrer gols, no mínimo, leva para os pênaltis. Mas quem tem Marta, pode esperar coisa boa!

21/06 - França x Coréia do Sul: a princípio, favas contadas. Sim, eu sei que no futebol o jogo só acaba quando termina, mas é difícil imaginar que as sul-coreanas possam fazer frente a Nacib e companhia.

Schmidt comemora o gol canadense contra a Holanda: as
donas da casa seguem firmes! (foto: fifa.com)
21/06 - Canadá x Suíça: outra que esteve longe de encantar. Mas jogam em casa, estão mais acostumadas à grama artificial e, em um torneio que prima pelos detalhes, pode ser um diferencial. Só que a Suíça está mostrando um ataque muito interessante ao mundo. Equilíbrio!

22/06 - Noruega x Inglaterra: mais um confronto que pode ser dado como definido? Talvez. Afinal, as norueguesas, campeãs mundiais em 1995 e medalha de ouro em 2000, parecem ter voltado ao seu rumo, depois de alguns vexames nos últimos dois Mundiais. As inglesas jogaram o arroz com feijão. Ou, localizando melhor, o "fish and chips". Mas que não deve levar a voos maiores.

22/06 - Estados Unidos x Colômbia: uma bicampeã mundial e quatro vezes medalha de ouro contra uma seleção que passa pela primeira vez da fase de grupos. Apesar de ter motivos para sonhar com a classificação, as sul-americanas terão uma pedreira pela frente. As americanas fazem o futebol de sempre: simples e muito eficiente.

23/06 - Japão x Holanda: a teoria terá que prevalecer sobre a prática se as holandesas querem sonhar com as quartas. O time é muito bom, mas não fez nada até agora nesta Copa. Pela frente, as atuais campeãs mundiais, que mostram a cada dia que o título de 2011 não foi um acidente.

E assim esperaremos a definição das oitavas de final. E que pena que a imprensa não dá o devido valor e reconhecimento a elas.

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google+ Adicionar ao Tumblr Adicionar ao Linkedin Adicionar ao Blogger Adicionar ao Wordpress Enviar por e-mail Imprimir

Nenhum comentário:

Postar um comentário

OBS: Comentários anônimos serão excluídos. Para inserir o seu nome, basta clicar em "Nome/URL". Não é necessário preencher o campo URL caso não tenha!

No lugar do nome, podem colocar o Twitter, o e-mail ou o site pessoal. Mas não pode ficar anônimo!