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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Paulistão atrativo? Dá!

Jogadores do Santos comemoram o primeiro gol na final: estádio cheio é prova
de que o Paulistão pode ser atrativo! (foto: divulgação)
Nesta semana o novo presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Bastos, se disse incomodado com a fórmula atual do Paulistão e prometeu mudanças.

Mas fez uma ressalva: "nosso calendário é curto; não dá pra fazer grandes transformações". Realmente, maiores mudanças no calendário só dariam pra fazer com a Libertadores e a Sul-Americana sendo disputadas juntas, da mesma forma como ocorre na Europa.

Então, por ora, apresento aqui mais uma ideia, juntamente com a anterior, de termos 48 times disputando. Oito grupos de seis times, com 10 partidas na primeira fase, turno e returno dentro dos grupos.

Esses times seriam definidos assim: quem disputasse o Brasileirão de qualquer divisão já estaria garantido. O restante das vagas sairia da Copa Paulista (de maio a novembro, com todas as outras equipes). Esta definiria os dois times que disputariam a Série D no ano que vem, além de três vagas para a Copa do Brasil.

As outras três a que São Paulo tem direito sairiam do Paulistão.

Pois bem, exemplificando, hoje temos 14 times "ocupados" com as quatro divisões do Brasileirão. Ou seja, na Copa Paulista, todas as outras equipes do estado lutariam por 34 vagas para o Estadual do ano seguinte, sem divisão.

Voltando ao exemplo, passariam dois de cada grupo. Oitavas de final, quartas e semifinais em dois jogos. Sistema igual o da Libertadores para definição dos confrontos. Final em jogo único, obrigatoriamente no Pacaembu.

Total: 17 datas, duas a menos que as atuais 19. Duas semanas a mais de preparação para o Brasileirão. Mais times podendo ser campeões. Fortaleceria a Copa Paulista (porque esta serviria pra alguma coisa) e manteria os times pequenos em atividade e tendo atenção das pessoas.

É uma ideia. Quem sabe...

Só que para isso a FPF tem que se preocupar menos com seu lucro e mais com a saúde financeira dos clubes, o que, convenhamos, hoje é pedir demais. Mas vamos nos atentar apenas à ideia.

Vamos usar como base o valor de 10 milhões de reais que a FPF possa ter de lucro, incluindo patrocinadores, bilheteria e direitos de transmissão, apenas para entender uma divisão do montante. Se a entidade tiver mais lucro, é só fazer a conta proporcional.

Pois bem. Desses 10 milhões, a divisão ocorreria diretamente desta forma:

Daí já se nota uma mudança: os direitos de transmissão seriam negociados com a própria federação, que repassaria aos clubes de acordo com a tabela acima, que é o que deve ser feito, mesmo; o dinheiro da TV sendo dividido de forma justa.

No mínimo, cada equipe que disputa o Paulista ganharia algo em torno de 96 mil reais. Em muitos casos, mantém a folha de pagamento do ano todo. Isso sem contar bilheteria e patrocínios próprios. Só por isso a Copa Paulista já seria um atrativo extra.

Ou seja, dá pra arrumar o Paulistão. Basta querer.

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