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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Erros, acertos e triunfos

Lucas di Grassi venceu mas não levou: desclassificação que custou a
liderança da F-E! (foto: motorsport.com)
O fim de semana que se passou do esporte a motor foi memorável. Muitos dos triunfos de uns vieram dos erros dos outros.

1- Que raios deu na cabeça da equipe Audi ABT de modificar as aletas da asa dianteira? Estava mais do que óbvio que, com o passeio que Lucas di Grassi protagonizou no aeroporto de Tempelhof, em Berlim, os comissários iriam investigar seu carro. Resultado: primeiro lugar da prova cassado e liderança da tabela para Nelsinho Piquet, que foi quinto na corrida.

"Isso, batam palmas. Depois de Hill e Senna, eu sou o
cara aqui em Mônaco"!! (foto: divulgação)
2- Alheio à burrada da equipe, fica notório que Lucas di Grassi é o melhor piloto dentre os 20 que disputam a temporada 2014/2015. Explicação válida; ele foi o escolhido para testar o carro antes da inauguração do campeonato. Aliás, a F-E veio pra ficar.

3- Parecia que não daria. Mas o cara tem estrela no Principado. Nico Rosberg venceu de forma surpreendente nas ruas de Mônaco, a terceira seguida, coisa que só Graham Hill e Ayrton Senna conseguiram. A vitória veio no final, depois que a Mercedes fez uma tremenda burrada no segundo pit stop de Lewis Hamilton, que foi jogado para terceiro. Quatro segundos na troca dos pneus foram fatais para que o inglês perdesse a liderança, a prova e a cabeça. Para quem é o favorito ao título, dá pra afirmar que o #44 agiu como um mau perdedor. Rosberg sai vivíssimo no campeonato.

4- Aliás, surpreendentemente a corrida monegasca teve muita coisa interessante: Williams sumida, Nasr nos pontos e a McLaren, AMEM, pontuando. Mas dois fatos chamaram a atenção: a passividade de Sebastian Vettel para tentar algo além do pódio - depois de dizer que, antigamente, só piloto com culhão correria na categoria - e a agressividade louvável de Max Verstappen. Tudo bem, bateu. Mas foi acidente de corrida - e o culpado, se é que teve algum, foi Romain Grosjean, que freou cedo demais e, à primeira vista, propositadamente. A FIA puniu bisonhamente o holandês. Sacanagem. Até porque se, por exemplo, quem tivesse batido fosse Fernando Alonso, a FIA jamais o puniria.

Festa colombiana: Montoya deu um show e venceu mais uma
vez as 500 Milhas! (foto: divulgação)
5- Ele está de volta!! Depois de 15 anos, o hino da Colômbia volta a fazer parte da trilha sonora de vencedores das 500 Milhas de Indianápolis. Juan Pablo Montoya largou no meio do pelotão, teve o carro danificado devido a um toque em Simona de Silvestro, foi parar em 30º (à ocasião, o último) e venceu, passando todo mundo que tivesse à sua frente e duelando de forma monumental com Will Power, que também fez uma corridaça.

6- O campeonato embolou de vez. Mais do que pontos, as performances dos pilotos indicam uma sequência de campeonato das mais brilhantes. Além dos dois pilotos citados, Scott Dixon, Tony Kanaan e Helio Castroneves podem chegar ao título. Uma pena que, mais uma vez, faltou um pouco mais de ambição ao #3 da Penske. Mas não foi culpa dele: o carro perdeu muito rendimento e, em um desses momentos, causou um bololô que culminou com o acidente do Sebastian Saavedra com Jack Hawksworth e Stefano Coletti. O fim de semana próximo, com a rodada dupla de Detroit, pode começar a definir muita coisa.

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3 comentários:

  1. Quando o piloto mostra sua indignação, decepção e raiva com um erro, que também tem seu dedo, ele é criticado por ser mau perdedor. Além de piloto ele é ser humano e também existe uma gama de sentimentos.
    Tem que ser avaliado que o Hamilton, antes do SC, estava reclamando dos pneus, e quando houve a batida, a equipe avaliou que daria tempo para fazer o pit stop e ainda continuar e 1.
    O Hamilton assumiu também parte da culpa, e, hoje em dia, a maior parte da leitura de corrida que você diz, vem dos boxes.
    A Mercedes é uma equipe, e não somente um toma uma decisão, é erros acontecem.
    Se a estratégia tivesse dado certo, todos não estariam falando que o Hamilton não sabe fazer leitura de corrida, e sim colocando o mesmo no top dos top.

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  2. Saber perder, ele soube, tanto que foi lá cumprimentou o Rosberg, apertou a mão de todo mundo e recebeu o troféu, ou seja, cumpriu com todo o ritual imposto. Agora, ele não é robô e nem é obrigado a ficar de risos depois de um erro da equipe, quando já estava com uma vitória ganha..

    Eu faria o mesmo.

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  3. O Corriere della Sera elogiou a reação de Hamilton após a corrida. “Hamilton se manteve em silêncio no admirável nome do espírito de equipe”, disse o diário de Milão.
    Dois pesos duas medidas.
    Sds

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