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sexta-feira, 13 de março de 2015

Sem vencedores

Quem diria que o encontro dos três pilotos da Sauber seria em um tribunal: a
equipe vacilou feio com os três! (foto: reprodução TV)
Que mico esse da Sauber, hein?

Em miúdos: a equipe assina, em 2014, um contrato com Giedo Van Der Garde: dois anos, um reserva e outro titular, 8 milhões de grana da McGregor, empresa de seu sogro. Daí, do nada, Marcel Boekhoorn, dono da empresa de roupas, quis comprar a equipe, em novembro.

A Sauber disse "não" e, provavelmente enxergando alguma brecha para quebra de contrato, anunciou Marcus Ericsson e Felipe Nasr: 20 milhões de cada um deles.

Só que o holandês, que foi descartado da equipe sem dó nem piedade, resolveu agir: acionou a Justiça. O caso já estava nos tribunais suíços, mas só a uma semana do início da temporada, Van Der Garde (que estava se preparando como um piloto normalmente contratado) desembarcou em Melbourne direto para a Suprema Corte de Vitória.

Sem meias palavras, queria a vaga de titular e problema de Monisha Kaltenborn, chefe da equipe, de quem seria limado: Nasr ou Ericsson.

A corte australiana deu ganho de causa (lógico) ao piloto, até porque as desculpas usadas pela Sauber quase fizeram o júri gargalhar. Desde então, até hoje, muitas certezas: o Banco do Brasil ameaçou retirar o patrocínio caso o brasileiro fosse retirado da equipe. Nos primeiros treinos livres, a equipe (com Nasr e Ericsson) nem foi à pista. Porém, a superlicença do holandês não foi emitida a tempo, então os atuais titulares foram à pista no segundo treino.

Mas o processo continua e deve varar até o fim do dia, poucas horas antes do treino oficial.

Não há vencedores nessa história toda. Primeiro é bom que se diga que Van Der Garde, mesmo sendo um piloto bem ruinzinho, fez o que todo mundo deveria fazer: cobrar respeito e exigir direitos. Tanto que pilotos de outras equipes, como Sérgio Perez, Felipe Massa e Jenson Button, saíram em sua defesa - e dos outros dois contratados. A Sauber quis passar a perna de forma injusta e nada mais óbvio que isso fosse parar nos tribunais. Que se vire pra resolver!

O problema, no entanto, ficou para o próprio Giedo. Independente de estar certo ou errado (e analisando friamente ele está certo), o holandês corre o risco de nunca mais sentar em um cockpit na vida porque, é claro, nenhuma equipe vai querer contar com ele no futuro. A não ser que seu sogro compre, de fato, a equipe suíça.

É algo parecido (vejam bem, PARECIDO) com o que aconteceu com Nelsinho Piquet: dedurou a equipe mas perdeu a moral perante às outras e nunca mais teve chance (e provavelmente nunca terá) de sentar em um Fórmula 1. É um risco que Van Der Garde corre daqui pra frente.

Porque a categoria já mostrou ser impiedosa com quem não segue a "cartilha do bom-mocismo".

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