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domingo, 18 de janeiro de 2015

Safra fraca, mas não esquecível

A Imperatriz homenageará Nelson Mandela na avenida. Resultado: o melhor
samba do ano na Sapucaí! (foto: divulgação)
Enfim, a minha humilde avaliação dos sambas de enredo do Carnaval do Rio de Janeiro de 2015.

Dos doze sambas, já adianto, infelizmente que nenhum entrará para a galeria dos imortais. Nenhum samba ganhou nota acima de 9,5 (que para mim caracteriza uma obra que pode ser eternizada).

Mas temos quatro sambas muito bons, justamente os que levam 9,5: Imperatriz (o melhor do ano), Portela, Mangueira e Beija-Flor. Até podem ser reconhecidos em um futuro, mas nada que faça entrar na lista dos 100 melhores da história.

Em um patamar de bom, aparecem quatro sambas que só serão lembrados se levarem suas escolas à colocações heroicas: União da Ilha, Mocidade, Vila Isabel e São Clemente. Muito dificilmente sejam lembrados após a quarta-feira de cinzas, mas podem ajudar as escolas a fazer grandes desfiles.

Outros três sambas aparecem em uma categoria de dureza: vai ser um desafio digno de Indiana Jones ouvir 82 minutos de Unidos da Tijuca, Salgueiro e Grande Rio. Três sambas que decepcionaram, especialmente o da vermelho e branco do Andaraí.

E por fim, compartilho da revolta que tomou conta dos compositores tradicionais: a Viradouro não leva avaliação porque não tem um samba-enredo. A música que ela levará para a avenida é uma... música. Duas, aliás, grandes obras de Luiz Carlos da Vila, que foram mutiladas e transformadas em samba-enredo na maior cara-de-pau.

Um soco no estômago no gênero samba-enredo e, por isso, fica sem nota, pois a atitude não foi digna com o Carnaval e com o mundo do samba.

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