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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Um ano regado à cerveja

Gol da Alemanha! (foto: Tim Groothuis / USA Today)
Fazer resumo de ano esportivo é difícil. Nem sempre a gente se lembra de tudo.

Campeonatos nacionais, continentais, mundiais, esporte a motor, basquete, vôlei, tênis... muita coisa dá pra ser dita. A confirmação da superioridade de Minas Gerais no futebol nacional, com o Cruzeiro no Campeonato Brasileiro e o Atlético-MG na Copa do Brasil, a Argentina mandando ver na América do Sul, com os títulos da Copa Libertadores (San Lorenzo) e Sul-Americana (River Plate), o Real Madrid conquistando sua 10ª Liga dos Campeões da Europa (vencendo outro espanhol na final, o Atlético de Madrid) e mais Espanha na Liga Europa, com o Sevilla.

(uma pequena pausa: Gol da Alemanha!!)

Os Estados Unidos fazendo o que mais sabe no basquete, tanto feminino quanto masculino: conquistando título. Sobrou até um bônus para os ianques, que faturaram o Mundial Feminino de vôlei, enquanto o masculino teve a Polônia levando o caneco merecido.

Aliás, em ambos os esportes, uma mistura de sentimentos para o Brasil: no basquete, recuperamos parte da credibilidade e chegamos às quartas de final; no feminino, caímos nas oitavas. No vôlei, um quarto lugar para elas e um vice para eles, depois de, mais uma vez, entregarmos uma partida para cairmos em um grupo mais fácil. Desta vez, os deuses do esporte deram a lição.

Na natação, enfim, boas notícias: o título do Mundial de piscina curta foi nosso. No tênis, voltamos à elite na Copa Davis ao vencer a Espanha. E assistimos, enfim, à consagração de Roger Federer, campeão com a Suíça (só faltava esse título a ele).

(mais uma pausa: Gol da Alemanha!!)

Mas nenhum país festejou tanto quanto a Alemanha. Talvez tenha sido um merecimento a tudo de ruim que eles passaram entre 1961 e 1989, com aquele maldito muro. Por muito tempo o sentimento de nação ficou afastado das pessoas. Pois bem, eles conquistaram a Copa do Mundo de futebol, a Fórmula 1 e as 24 horas de Le Mans. Tá bom??

"Rodrigo, na Fórmula 1 o campeão foi um inglês". Sim, mas o domínio da Mercedes (alemã) foi avassalador. No WEC, mesmo com o título da Toyota, a Audi venceu mais uma prova em terras francesas e a Porsche retornou à LMP1 vencendo as 6 horas de São Paulo. A montadora das quatro argolas venceu outras corridas de longa duração.

E na Copa do Mundo, bom, o show de simpatia e carinho dos jogadores para com o torcedor brasileiro foi recompensado com um futebol muito bom de se ver. Depois de um pequeno susto na fase de grupos e de suar sangue  nas oitavas de final contra uma Argélia disposta a vingar-se de 1982 (procurem  no Google), um 7 a 1 incontestável sobre o Brasil nas semifinais.

E poderia ser mais, já que os próprios alemães confessaram ter aliviado no segundo tempo. Gol da Alemanha!! Gol da Alemanha!! Gol da Alemanha!!

Me pergunto: por que não fizeram doze, treze, quatorze gols?

A surra aplicada no Mineirão em nada diminuiu a torcida dos brasileiros a favor dos alemães na final, contra a Argentina, que àquela altura já demonstrava um show de antipatia sem precedentes. Resultado: 1 a 0 Alemanha, gol de Gotze em passe de Schurrle. Dois jogadores nascidos depois da queda do muro de Berlim.

E a festa foi com muita cerveja. O ano de 2014 foi de muita cerveja! Eles mereceram!!

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