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sábado, 22 de novembro de 2014

Mudanças pra ontem

Corinthians x Palmeiras, na "final" de 2011: Pacaembu cheio é prova de que
pontos corridos dá público. Basta um calendário decente!
Não é segredo pra ninguém que o futebol brasileiro precisa de mudanças. Mas... como fazer?

Não podemos simplesmente acabar com os clubes pequenos, porém é inaceitável que os times joguem esgoeladamente de janeiro a dezembro, sem pausa até mesmo nas datas destinadas a amistosos.

Então, como já tive essa ideia ha algum tempo, resolvi compartilhar com vocês. Vai que alguém da CBF leia e goste...

Bom, em primeiro lugar, toda e qualquer mudança no calendário nacional passa pela Conmebol aceitar, enfim, colocar Libertadores (26 times + 6 da Pré-Libertadores) e Sul-Americana (42 times + 6 eliminados da Pré-Libertadores) ao mesmo tempo e com um ano de duração, tal qual é feito na Europa. Com ambas as competições começando em Janeiro e terminando em Novembro, numa boa se resolve o problema das "vagas flexíveis" que os brasileiros têm para a Sul-Americana, porque eles poderiam jogar as duas competições sem problema algum.

Daria até para elevar o número de times da Copa do Brasil para 128 times. Isso totalizaria 12 datas de meio de semana e uma no fim de semana para a final. Sim, outra mudança: final em jogo único e no domingo, igual foi de 1999 a 2001. A Libertadores ocuparia 13 datas (mais as duas de Pré-Libertadores) e a Sul-Americana, feitos nos mesmos moldes da Europa League, ocuparia 15 datas. Ou seja, dá e sobra.

Bom, passamos para o calendário nacional. Na primeira semana de Fevereiro teríamos a Supercopa do Brasil (que realmente terá - e tomara que seja em jogo único), e na semana seguinte, começariam os campeonatos. De Fevereiro a Setembro (lá pelo dia 20, 21...) o Brasileirão. Séries A, B e C com 20 times (pontos corridos) e Série D com 64 times (quatro grupos regionais de 16 times, turno e returno; passam dois de cada grupo; fase final com dois grupos de quatro times; os dois primeiros de cada grupo sobem; o campeão de cada grupo faz a final em jogo único).

Ou seja, 38 datas para os campeonatos nacionais. As mesmas atuais. Atrativo para a Série B? Uma vaga - ao campeão - para a Sul-Americana do ano seguinte!

(sou contra, mas caso quisessem reduzir mais ainda, poriam 18 equipes nas três primeiras divisões e 56 na Série D. Economizariam mais quatro datas).

Outubro e Novembro seriam reservados aos estaduais (diferente dos atuais quatro meses, seriam apenas dois). Só que os mesmos seriam disputados, em uma primeira fase, desde Fevereiro. Tomo como exemplo a Copa Paulista, que não atrai tanto público e mídia por não ter atrativo, pois só dá uma vaga para a Copa do Brasil ao campeão.

Um bom atrativo para os clubes seria destinar todas as vagas de Copa do Brasil e Série D para essa competição, que se encerraria em Setembro. Como dito acima, Outubro e Novembro seriam para os estaduais. Em São Paulo, temos hoje 13 times "ocupados" com o Brasileirão. Estes 13 entrariam só na "fase final", nos dois meses citados. Dá pra montar um Paulistão, em dois meses, nos moldes de Copa do Mundo: 32 times, divididos em oito grupos com quatro times, que se classificam para as oitavas, quartas, semifinais e somente a final em jogo único. Ocupa 13 datas, contra as atuais 19 datas. Por alto, um mês e meio de "economia"!

Isso fazendo oitavas, quartas e semis em dois jogos. Dá pra fazer tudo em jogo único, com estádios neutros. Seria um atrativo a mais e encolheria mais três datas!

A Copa Paulista, então, reuniria todas as equipes do estado (todas as que não participam do Brasileirão), em 8 ou 16 grupos regionais (eliminando as divisões estaduais), de onde sairiam os clubes "restantes" para o Paulistão (os grandes, caso quisessem, poderiam jogar com equipes reservas ou de categorias de base).

No nosso exemplo, seriam 19 vagas para a "fase final" do Paulistão. E usando as vagas de Copa do Brasil e Série D como atrativos, teríamos, então, os dois primeiros da Copa Paulista (dá até pra fazer a fase final em formato de grupo único, como na Série C antiga) indo para a Série D do ano seguinte e mais as seis vagas do primeiro ao sexto) para a Copa do Brasil.

Aliás, como aumentaria o número de times da Série D e da Copa do Brasil, mais equipes paulistas poderiam se classificar (sou a favor das vagas serem destinadas aos estados menores). Principalmente na competição nacional, que poderia ter as 64 hipotéticas equipes das Séries A, B e C e as quatro que subissem da Série D de um ano automaticamente garantidas para o ano seguinte. As outras 64 vagas seriam divididas aos estados.

"Mas, Rodrigo, em estados como Roraima, Rondônia e Amapá mal tem time pra jogar estadual". Nestes estados do Norte, por exemplo, dá pra fazer a Copa Norte, e aí o melhor de cada estado fica como representante nas competições nacionais.

Não é difícil. Basta boa vontade política e esportiva, para fazer o futebol nacional deslanchar.

E a ideia de vocês? Escrevam nos comentários!! Quem sabe essa descontração não seja o estopim de um calendário decente com todos os clubes e jogadores...

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