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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Ciao, Andrea!

De Cesaris em seu acidente mais conhecido, na Áustria, em 1985: carisma e
ausência de medo em 14 anos de Fórmula 1! (foto: divulgação)
Não bastasse a tensão que foi o GP do Japão, com o acidente e o estado de saúde atual de Jules Bianchi, o mundo do esporte a motor sofreu outro baque neste domingo.

Andrea De Cesaris, um dos mais carismáticos pilotos que já passaram pela Fórmula 1, morreu aos 55 anos, vítima de um acidente de moto, em Roma. O italiano, filho de um rico comerciante que se tornou representante da Phillip Morris na terra da Bota, foi piloto da categoria principal do esporte a motor entre 1980 e 1994. 

Famoso pelos acidentes, ganhou o apelido de "De Crashiers", em alusão à canção Under Pressure, do Queen. E, realmente, em seu primeiro ano completo na categoria, em 1981, na McLaren, Andrea destruiu nada mais nada menos do que 22 chassis.

Pódio de Montreal-1989: depois da patacoada de Phoenix,
um momento de festa! (foto: divulgação)
De Cesaris passou ainda por Alfa Romeo, Ligier, Minardi, Brahban, Rial, Dallara, Jordan, Tyrrel e Sauber. Ele é um dos cinco pilotos que ultrapassaram a marca de 200 corridas na Fórmula 1. O italiano chegou a 208 provas disputadas, o que o faz recordista de provas sem nunca ter vencido: ele possui uma pole, uma volta rápida, cinco pódios e 59 pontos na carreira.

Mais do que números, no entanto, o que ficam são as histórias. Na Ligier, durante o GP da Áustria de 1985, capotou seu carro oito vezes. Ao chegar nos boxes e ser perguntado sobre as capotagens, ele respondeu: "que capotagens?".

Na Dallara, em 1989, ele foi do inferno ao céu. Em Phoenix, ele era retardatário e, mesmo assim, tirou seu companheiro de equipe, Alex Caffi, que ocupava o terceiro posto. Toda a equipe queria enche-lo de socos e pontapés, mas na prova seguinte, De Cesaris conseguiu o pódio na caótica corrida de Montreal.

Depois da Fórmula 1, Andrea De Cesaris sumiu do mapa. Virou corretor da bolsa de Monte Carlo e andava de windsurf nos tempos livres. No tsunami de 2004, que varreu alguns países asiáticos, doou verbas polpudas ao Sri Lanka. Correu também na extinta GP Masters.

O ex-piloto se chocou contra um guard-rail em uma estrada de Roma e, segundo o boletim médico, morreu na hora.

Mais um que vai deixar saudades, independente do que os livros de estatísticas mostrarem.

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