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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Como será o amanhã

Quatro metros. Essa é a profundidade que o avião foi parar na queda: luto e
mudanças bruscas na corrida eleitoral! (foto: Futura Press)
A ficha ainda não caiu para quem presenciou, direta ou indiretamente, o terrível acidente que vitimou sete pessoas na queda de um jato particular em Santos, entre elas o candidato a presidência Eduardo Campos.

Não tem nem o que dizer. Especialmente para quem estava próximo do local da queda e viu/ouviu tudo, eu incluso (o deslocamento de ar resultante do impacto da queda me jogou alguns passos para trás e fez parte do teto da faculdade entortar). Eu estava a cerca de 400 metros do ponto da explosão. Ao ver as fotos que chegavam através dos portais e das redes sociais, a certeza de vítimas fatais. Notícias de vítimas fatais apareciam aos montes, nada concreto.

Um pequeno suspiro de esperança: caiu em um terreno vazio; o motorista teria desviado, em um ato heroico, de dois prédios e escolhido o terreno para vitimar o menor número de pessoas. A aeronave já estava descendo com fumaça, em um claro problema de motor. O piloto havia arremetido o primeiro pouso, devido às más condições do tempo. Não deu tempo pra tentar pousar no mar.

Lamentavelmente, todos do avião faleceram.

As notícias que vinham do Guarujá (onde o candidato deveria ir) preocupavam: "Não conseguimos contato desde às 9:30", declarou Márcio França, presidente estadual do partido. "A aeronave era a mesma", afirmou a Aeronáutica e o comandante da Base Aérea. "Muito material de campanha de Eduardo e Marina foi encontrado jogado no terreno", disse um repórter.

Até que veio a confirmação: Era o avião onde estava Eduardo. Tragédia anunciada. "Rodrigo, temos que esperar a confirmação oficial", alguns falsos moralistas bradavam. Balela. No estado que ficou o local do acidente, se ele saísse vivo seria um milagre digno de empossa-lo como presidente sem ter o processo de eleição.

As áreas do acidente (Rua Vahia de Abreu com Rua Alexandre Herculano) continuam interditadas, sem prazo de liberação.

O Brasil sempre teve alguns históricos de políticos mortos em acidentes, como Castelo Branco e Ulysses Guimarães. Outros, por doença, como Tancredo Neves e Luis Eduardo Magalhães. Políticos que, na ampla maioria, eram elogiados pelos seus aliados, por adversários e pela população. Desta vez, a vítima era aquele que sempre foi chamado de "terceira opção", devido aos dois principais partidos, atualmente, terem alto índice de rejeição.

O que será das eleições daqui pra frente? Os votos que seriam direcionados ao ex-governador de Pernambuco irão para onde? Sua vice, Marina Silva, será a escolhida para substituir Campos? O PSB desistirá da eleição?

São perguntas que serão respondidas ao longo dos dias. Infelizmente, sob a manta da tragédia e do luto.

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