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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A benção libertadora

Romagnoli ergue a sonhada taça: o último grande da Argentina que não
tinha o troféu. Agora, é só festa! (foto: Federico Perreti)
Demorou, mas enfim, o título veio.

Depois de Corinthians e Atlético-MG conquistarem a Libertadores em 2012 e 2013 de forma inédita, acabando com o jejum e as provocações dos rivais, agora é a vez de um clube argentino fazer o mesmo.

Club Atlético San Lorenzo de Almagro. Para os torcedores de River Plate, Boca Juniors, Racing, Velez Sarsfield e Independiente, "Club Argentino Sem Libertadores da América". Não mais. O time de coração do Papa Francisco levou a cobiçada taça para casa.

Com a mão não vale, Coronel. Pênalti bem marcado por
Sandro Meira Ricci - e gol! (foto: Federico Perreti)
O jogo foi truncado, mas nem por isso menos emocionante. O Nacional do Paraguai foi guerreiro. Heroico. Com certeza enriqueceu alguns apostadores, quebrando alguns favoritismos e superando a si mesmo, ao passar da fase de grupos pela primeira vez na história. E vendeu muito caro a derrota no Nuevo Gasometro, casa do time argentino, que mais parecia um caldeirão do inferno, tamanha a festa da torcida.

Ortigoza (argentino naturalizado paraguaio, vejam só) foi o autor do gol, depois que o zagueiro Coronel meteu a mão na bola: marcação acertadíssima do árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci (que teve atuação magistral). O jogo não pendeu para a violência em momento algum, o que só engrandece a atuação de ambas as equipes.

E não adianta querer menosprezar a competição, dizendo que os times eram "de nível de Série B". Idiotice. Só chega na final quem tem méritos. Só chega na competição quem tem capacidade. E isso faltou para 30 times (incluindo os pífios seis clubes brasileiros). Aos finalistas, todas as congratulações.

E ao San Lorenzo, toda a glória, amem. Passagem para o Marrocos garantida para buscar outro milagre, abençoado pelo Papa: vencer o Real Madrid de James Rodriguez, Cristiano Ronaldo, Bale e Kroos.

Difícil? Nada é impossível para uma equipe de 106 anos que aguardou ansiosamente pelo fim das zombarias dos rivais e agora pode exibir o desejado troféu em sua sala de conquistas. Hoje, a América do Sul está pintada de azul e vermelho, com justiça!!

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