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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Uma muralha no caminho

Ochoa defende à queima-roupa uma cabeçada de Thiago Silva: goleiro foi
o destaque da partida! (foto: Fabrice Coffrini / AFP)
Decepcionante. Assim pode ser resumida a segunda partida do Brasil na Copa do Mundo.

Grupo H:
Bélgica 2 x 1 Argélia
Rússia 1 x 1 Coréia do Sul

Mas antes, vou falar do último grupo a estrear no Mundial. E o Mineirão por muito pouco não viu uma zebra daquelas.

A bem da verdade, não vi nada de mais nesta seleção belga que muitos apontam como candidata ao título. A Argélia se trancou na defesa, é verdade, e mais ainda depois de abrir o placar de pênalti, com Feghouli. A Bélgica insistiu, martelou, mas o gol não saía de jeito nenhum: faltava precisão e paciência nas finalizações. Os gols só saíram depois de duas substituições do técnico Marc Wilmots.

Mertens chuta para marcar o gol da vitória belga: foi no
susto! (foto: AFP)
Fellaini (que ninguém sabe porque é reserva) empatou e Mertens decretou a virada e os primeiros três pontos da Bélgica. Ainda falta muito para este time ser considerado favorito ao caneco e a disputa promete ser boa contra os outros dois integrantes do grupo.

A Rússia entrou como favorita absoluta diante da Coréia do Sul. Só que favoritismo demais atrapalha (né, Brasil?). Os asiáticos impuseram qualidade à sua já tradicional correria. E mais: sem medo de chutar de longe. Ainda mais quando se percebe que o goleiro adversário está doido para fazer o doce de leite desandar.

Igor Akinfeev se mostrou muito inseguro, o que causou até um certo espanto, já que ele é um ótimo goleiro. Porém ele rebateu quase todos os chutes dos sul-coreanos, e foram rebatidas perigosas, típicas de quem está assustado. De tanto "insistir", a Coréia abriu o placar com Keun-Ho Lee, do jeito que se previa: chute de longe e um frango do goleiro russo. Ou melhor, foi a granja inteira. O suficiente para fazer o arqueiro cair em lágrimas no gramado da Arena Pantanal.

Akinfeev cai em choro após falhar feio no gol da Coréia do
Sul: empate razoável! (foto: Getty Images)
Mas a Coréia do Sul se trancou na defesa depois disso. E a Rússia pressionou insistentemente. Até empatar com Kerzhakov, em falha grotesca do guarda-metas sul-coreano Sung-Ryong Jung. O empate não foi mau negócio, mas ambas terão os confrontos contra a Bélgica. Vai sair faísca!

Grupo A: Brasil 0 x 0 México

Entre as duas partidas do Grupo H, um filme de terror. Tá, é exagero dizer, até porque as duas equipes criaram chances. Mas é inadmissível uma seleção pentacampeã e que se auto-intitula a melhor de todas não ter ninguém para chutar de longe.

Sem Hulk, Felipão apostou em Ramirez. O sósia do "Para nooooooossa alegria" não fez nada e só foi notado em campo ao receber um cartão amarelo. Aliás, como esse time do México bate, hein?

Só que isso não pode ser colocado na conta da partida que possa justificar a atuação apagadíssima do time. Fred foi, mais uma vez, peça nula. O time só engrenou com as entradas de Bernard e Jô. E, óbvio, à magnífica atuação do goleiro Ochoa, que fez, pelo menos, quatro defesas difíceis. Uma delas remetendo à Gordon Banks, em 1970. Já o México buscou, em vários momentos, fazer com que a bola chegasse em Guardado e Peralta, além de Jimenez, que entrou no segundo tempo. Por mais de uma vez, Julio César foi obrigado a salvar o Brasil.

Neymar passa por três mexicanos: atacante foi um dos que se salvaram no
empate contra o México! (foto: Antônio Milena)
Pra completar o vexame, o técnico brasileiro reclamou de um pênalti em cima de Marcelo. Nem em Júpiter o lance referido seria considerado falta. Típica declaração de quem quer tirar a responsabilidade do time e passar para o árbitro. Aliás, o turco Cuneyt Cakir foi muito bem, dada a pressão colocada na partida, depois do escandaloso pênalti a favor do Brasil contra a Croácia e toda a lenda soltada, sobre a compra da Copa que, sinceramente, só sendo um completo boçal para acreditar nisso.

O 0 a 0 foi ruim. Aliás, foi péssimo. Levando-se em conta que este time demonstra uma insegurança emocional gigantesca, a partida da próxima segunda pode ser mortal.

Caso Camarões vença a Croácia, hoje, o Brasil entrará em campo com a mais que perfeita obrigação de vencer o jogo, sob o risco de eliminação precoce. Então, que estes seis dias de treinos façam o time amarelo deixar parte das emoções de lado e jogar bola. E que saibam reconhecer os erros.

Porque ontem o México foi México. Mas o Brasil esteve muito longe de ser Brasil!

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