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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Poder de decisão

Messi se livra de dois zagueiros e marca o segundo gol da Argentina: um
gol com a marca do craque! (foto: AP)
A Copa do Mundo reservou dois grandes momentos individuais neste domingo.

Aliás, esta Copa tem sido muito bacana no que tange às quatro linhas. Não tivemos empates ainda, e a média de gols já superou - de longe - aos Mundiais de 2006 e 2010.

Grupo E:
Suíça 2 x 1 Equador
França 3 x 0 Honduras

Para terem uma noção, até a Suíça marcou mais de um gol!! Tudo bem, foi no sofrimento. E se levarmos em consideração que o Equador teve chance de golear, teremos a certeza de que o time treinado por Ottmar Hitzfeld teve muita sorte.

Seferovic marca o gol da virada da Suíça nos
acréscimos: persistência! (foto: AP)
Mas, como dizia o outro, a sorte só acompanha quem tem competência. E se os sul-americanos perderam um "Boeing" de gols, os vermelhos tiveram um melhor aproveitamento: um aos três minutos do segundo tempo e outro já nos acréscimos. Resultado esse que coloca a Suíça em uma posição bem cômoda no grupo.

Afinal, a equipe irá jogar contra a França na próxima rodada. Os franceses atropelaram a seleção de Honduras. Foi um 3 a 0 incontestável, com a marca do artilheiro Karim Benzema que, na prática, anotou um hat-trick.

Antes, um adendo: inaceitável o problema no som. A FIFA enviou uma nota desculpando-se pelo ocorrido e já informou que o problema foi solucionado. É o mínimo, né?

O segundo gol foi bisonho e histórico. Bisonho porque Benzema cabeceou, a bola tocou a trave esquerda e, na volta, bateu no goleiro Valladares e entrou. A FIFA, mais bisonha ainda, deu gol contra do goleiro. E histórico porque, pela primeira vez, o tira-teima foi usado com a finalidade de tirar a dúvida sobre, se de fato, a bola entrou ou não.

A tecnologia funcionou muito bem. Até pela câmera colocada na lateral do campo, nota-se que ela entrou por muito. O arqueiro e o técnico hondurenhos questionaram a decisão. Mais fácil se perguntarem sobre a ruindade do goleiro e do time. Honduras periga ser o maior saco de pancadas da Copa.

Grupo F: Argentina 2 x 1 Bósnia-Herzegovina

Benzema comemora o terceiro gol francês: camisa 10 só
faltou fazer chover! (foto: Getty Images)
Porém, o melhor estava reservado para o final. A estreia da Argentina foi recheada de bons "causos". Primeiro, o medo de briga, já que brasileiros e argentinos se misturaram nas arquibancadas do Maracanã. Depois, com a torcida declarada dos brasileiros para a estreante seleção europeia.

O show de cantoria era evidente, com os gritos de "eu sou brasileiro, com muito orgulho..." (ridículo, por sinal), os argentinos devolvendo com o "vamos gañar otra vez... como em 1986...", depois a réplica com "Domingo... eu vou ao Maracanã (...) ô ô ô... Bósnia" e o mais engraçado, os argentinos com "ole ole ole olá... Dilma, Dilma", em alusão ao lamentável episódio do "Dilma, vai tomar..." na abertura da Copa.

Felizmente, ficou só na rivalidade. Aliás, babacas aqueles que pensam que argentino tem que ser tratado de inimigo. Temos piores aqui mesmo no Brasil: os políticos são mais inimigos do que qualquer outro estrangeiro.

Continuando, os nossos vizinhos não jogaram o esperado. Mas venceram. Sofrido, é verdade. E muito mais por desmérito do time bósnio, que se acovardou de forma inacreditável, meio que se conformando com a derrota antes mesmo do fim do jogo. De qualquer forma, fica o registro: o time azul vai lutar pela vaga.

Mas não há como se render ao futebol jogado por ele, Lionel Messi. O melhor do mundo por tantas vezes arrebentou com o jogo e ainda fez um golaço. Comemorou de forma bem aguerrida, como se mostrasse ao mundo que está doido para ganhar e fazer história.

Portanto, aos adversários, olho nele. Messi veio para trucidar!

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