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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Pingos nos is

Felipe Massa e Sergio Perez batem na última volta. Para os críticos, um só
culpado: o brasileiro! (foto: EFE)
Que Felipe Massa estava bem aquém das expectativas nesta temporada, era fato. Mas ontem tivemos uma prova de como o brasileiro adora pegar alguém para Cristo.

Tá, poderíamos dizer que o piloto da Williams foi afoito ao tentar uma ultrapassagem meio maluca para cima de Sérgio Perez, em busca da quarta posição. Mas o acidente na última volta não foi culpa de ninguém. Nem mesmo do mexicano, considerado culpado pela FIA por causar a pancada.

Perez fez o que tinha de ser feito: tentou defender a posição. E Massa fez o que ninguém imaginava: partiu pra cima!

Tudo bem, convenhamos, quando precisou acelerar e passar todo mundo, Felipe foi, digamos, um pouco medroso. Com muito mais carro (e pneus em melhores condições), Massa empacou atrás de seu companheiro, Valtteri Bottas, na sétima posição. Só passou quando o finlandês errou no hairpin da raia olímpica.

Caso tivesse passado antes, poderia ter se livrado mais cedo dos dois carros da Red Bull e do próprio Perez, que ainda não tinha problemas de freio. O mesmo problema de freio que vitimou Lewis Hamilton da prova.

Considerando o problema que Nico Rosberg teve na prova, Massa poderia ter vencido tranquilamente. Mas aí são outros quinhentos; ficaríamos horas discutindo se ele poderia ter saído com os louros do triunfo que, no fim das contas, Daniel Ricciardo levou, ao vencer de forma magistral.

Tá, só venceu por causa do problema com os dois carros prateados, mas dane-se: venceu!

E Felipe, caso fosse um pouquinho só mais arrojado, venceria. Mas deixemos isso pra lá.

Fico tentando imaginar o motivo de falar mal dele até quando ele não tem culpa. Falar mal dele ter se permitido virar capacho do Fernando Alonso na Ferrari? Concordo plenamente, afinal, ele era um vice-campeão do mundo e tinha colocado Kimi Raikkonen no chinelo em 2009, até sofrer o grave acidente na Hungria. Ao não ter defendido com unhas e dentes a ultrapassagem de Alonso na entrada dos boxes na China, em 2010, o piloto deixou claro qual seria a nova ordem na Ferrari.

Mas deixemos claro: nesse acidente ele não teve culpa nenhuma!! Nem Perez. São coisas de corrida. Coisas de quem encara um carro a mais de 300 quilômetros por hora.

Até porque, no limite, ele anda muito mais do que seus críticos baratos.

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