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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Enfim, leite!

Ryan Hunter-Reay festeja o triunfo no solo sagrado de Indianápolis:
enfim, a consagração! (foto: Getty Images)
Mais um final épico!

As 500 Milhas de Indianápolis, pelo quarto ano seguido, reservam grandes emoções aos amantes das quatro rodas. Desta vez, os louros da vitória couberam a Ryan Hunter-Reay.

Campeão da temporada de 2012, o americano da Andretti é mais um a superar a maré de azar no lendário oval. Para isso, Ryan precisou superar Helio Castroneves, que chegou a apenas seis centésimos de distância.

Os dois primeiros do grid terminam no muro: vítimas do
erro de Bell! (foto: Mark Rebilas / USA Today)
A prova, no entanto, esteve longe de ser emocionante em seu início. Um fato único: até a volta 150, nenhuma bandeira amarela havia sido mostrada. Sim, é isso mesmo: NENHUMA! Em compensação, elas vieram aos montes depois, com Charlie Kimball, Josef Newgarden, Scott Dixon, James Hinchcliffe, Ed Carpenter e Townsend Bell.

A batida de Carpenter e Hinchcliffe merece um capítulo à parte. Em uma das relargadas, na volta 175, Townsend Bell colocou por fora e tentou passar Ed. O canadense da Andretti também tentou, por dentro. Só que Bell trancou a porta para cima do pole position, que nada pôde fazer para evitar a batida com James. Fim de prova para os dois e Ed Carpenter furioso xingando Hinchcliffe de todos os nomes impublicáveis.

Towsend Bell seria "castigado" na volta 189, ao chapar o muro. Aliás, essa última provocou uma bandeira vermelha, para dois fins: consertar a barreira do soft wall e impedir que a prova terminasse em bandeira amarela, que já havia ocorrido em 2012 e 2013. Decisão mais que acertada!

Até então, Castroneves brigava ferozmente contra toda a equipe Andretti, que mantinha Hunter-Reay e Marco Andretti entre os ponteiros. Na última relargada, não havia estratégia, não havia economia, não havia nada: era acelerar e só!

Mas Indianápolis é um caso à parte. Conforme eu previ, a alternância de posições entre o brasileiro tricampeão da prova e o americano campeão da temporada dois anos antes seria nos detalhes. E um deles foi crucial: a retomada de liderança por parte de Ryan, na volta 197, na reta oposta. Helinho voltou à dianteira na volta seguinte, mas era sabido que Hunter-Reay passaria de novo ao abrir a última volta.

Hunter-Reay supera Castroneves por seis centésimos: a
segunda menor diferença da história! (foto: divulgação)
Castroneves, em entrevista, disse que não esperava que o carro 28 passasse por fora. Se tivesse essa percepção, talvez o piloto da Penske pudesse deixar Hunter-Reay passar antes da curva 1 (uma mísera levantadinha de pé no meio da curva 4, talvez), para que, mantendo o traçado ideal nas duas primeiras curvas, assumisse a liderança de novo na reta oposta, tal qual Ryan fez duas voltas antes.

Mas não foi o que aconteceu. Ao não esperar ser ultrapassado, Castroneves perdeu, ainda que infimamente, o traçado ideal. Na reta oposta, não conseguiu estar perto o suficiente. E assim, viu, da segunda posição, os Estados Unidos encerrarem um jejum que perdurava oito anos, desde a vitória de Sam Hornish Jr, em 2006.

Pela quinta vez seguida, o vencedor não saiu da pole position.

No pódio, claro, o banho de leite em seu bólido número 28. E, enfim, a consagração em solo sagrado. Independente da torcida por Helio Castroneves, Ryan Hunter-Reay merecia, por tudo que faz na pista e fora dela, com seu instituto contra o câncer.

E ao Helinho... bom, tomara que a dor da derrota, como ele definiu, passe logo. Não é demérito nenhum ser segundo colocado em uma prova que ele já venceu três vezes. Há um campeonato pela frente e a terceira posição atualmente no campeonato é totalmente reversível.

Afinal, é o que falta para coroa-lo de vez como um dos maiores da história! Porque seu talento é inquestionável!

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