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segunda-feira, 17 de março de 2014

Enfim, pódio!

Pódio do GP da Austrália: quem era o mais feliz? (foto: Anthony West / AFP)
Não foi o domínio avassalador que os testes demonstraram. Mas a Mercedes começou do jeito que se esperava: vencendo.

Nico Rosberg venceu de ponta a ponta o GP da Austrália, em Melbourne. O alemão passeou perante a concorrência. Mas não é dele nem da Mercedes que eu vou falar, embora o abandono forçado de Lewis Hamilton pudesse render um dia inteiro de discussão.

Nico Rosberg confirmou o favoritismo da Mercedes
e venceu! (foto: Anthony West / AFP)
Também não focarei na brilhante corrida e, em seguida, a desclassificação de Daniel Ricciardo, devido ao não-cumprimento da regra de consumo, que é estipulada em 100 kg por hora de corrida. Afinal, a Red Bull vai recorrer disso nas próximas horas.

Valteri Bottas poderia ser destacado, por ter largado em 15º, chegado em sexto, batido perdido o pneu, ir aos boxes, voltar lá atrás e ainda assim receber a quadriculada em sexto. Mas também não é dele que quero falar.

Também não vou falar da batida entre Felipe Massa e Kamui Kobayashi. Já foi provado que o japonês teve problemas de freio, embora ele tenha assumido a culpa pela batida na primeira curva.

O destaque vai para Kevin Magnussen.

"Quem?", podem perguntar alguns. Sim, ele mesmo, o dinamarquês filho de Jan Magnussen. Se não me falhe a memória, Kevin é o primeiro dinamarquês a subir no pódio na história da Fórmula 1. Coisa que seu pai não conseguiu.

Kevin fez o que seu pai nunca conseguiu na F1:
ir ao pódio! (foto: Ross Land / AP)
Aliás, a passagem de Jan pela categoria foi um fracasso. Egresso da Fórmula 3, onde quebrou recordes e mais recordes (inclusive o de número de vitórias da categoria, em 1995), prometia demais ao ser contratado pela Stewart. Magnussen era o primeiro piloto (seu companheiro era Rubens Barrichello). Em 25 corridas, entre 1997 e 1998, Jan conseguiu apenas um mísero ponto. Saiu no meio da temporada para dar lugar a Jos Verstappen!!!

A prova que Kevin fez foi formidável. Quase botou tudo a perder na largada, ao tentar fechar Fernando Alonso e chegar perto de acertar o muro. Mas depois, o que se viu foi uma prova extremamente regular, sem sustos. E isso tudo a bordo de uma McLaren que precisava mostrar serviço, afinal, passou o ano de 2013 sem nenhum pódio.

Na primeira prova de 2014 os dois jejuns foram quebrados.

E eu era um dos muitos que duvidavam do talento dele e que ficara irritado com a demissão de Sergio Perez. Ainda torço para o mexicano brilhar a bordo da Force India.

Mas todos começarão a olhar o dinamarquês com outros olhos. Promete!!

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