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terça-feira, 22 de outubro de 2013

A colheita da persistência

Scott Dixon, tricampeão da Indy! (foto: Robert Laberge / Getty Images)
Se alguém dissesse, após as três primeiras provas, que Scott Dixon seria campeão, provavelmente receberia muitos "elogios". Mas foi o que aconteceu!

Após um início de temporada horrível, com desempenhos medíocres, a Ganassi acertou o carro e Scott Dixon passou a se sobressair perante os outros pilotos. Em Fontana, a coroação da recuperação: o tricampeonato da categoria, se juntando a lendas como Rick Mears e Bobby Rahal.

A corrida no oval da Califórnia esteve longe de ser emocionante, o que é uma surpresa. Helio Castroneves, líder em quase toda a temporada, não podia fazer muita coisa estando 25 pontos atrás. Dixon marcou o brasileiro da Penske durante toda a prova. O tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis ainda teve um bico quebrado quando já havia ficado para trás. E o título foi para o vinagre mais uma vez.

Um pouquinho mais de ousadia e seria o brasileiro a
receber os parabéns! (foto: Alex Gallardo / AP)
A recuperação de Dixon pode ser encarada como um "sou neozelandês e não desisto nunca". Já para o brasuca e sua equipe, ficou um ar de comodismo e, digamos, "medo" de arriscar mais; ousar mais.

Sabe aquele risco que você assume logo de cara, quando a vantagem lhe permite isso? Pois é, em nenhum momento a Penske arriscou algo com Castroneves, principalmente a partir de Iowa. Mesmo tendo uma enormidade na liderança, na metade do campeonato. Não foram poucas as vezes que a sorte guiava o brasileiro número 3 durante as provas, como em Sonoma e em Baltimore.

Uma hora a Dona Sorte se cansaria disso.

Dixon e a Ganassi enxergaram uma oportunidade para reagir. E quando Helio precisou da vantagem, ela sumiu, na rodada dupla de Houston. O resultado pode ser explicado perfeitamente olhando a tabela de classificação: Dixon teve oito resultados fora do top-10, contra três de Castrovenes. Só que o neozelandês venceu quatro provas, contra duas do brasileiro.

De qualquer forma, fica o elogio. Pela primeira vez em anos, Castroneves guiou como um campeão. Basta um pouquinho mais de coragem em 2014 para coroar sua carreira que, sejamos sinceros, é brilhante.

Já o título do neozelandês, sem querer, deixou uma mensagem quase que motivacional: não desistir nunca. A temporada 2013 da Indy deixou isso bem claro!

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