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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Velocidade a toda

Benoit Treluyer comemora o triunfo da Audi em Interlagos: domínio de
volta após a derrota em 2012! (foto: fiawec.com)
O fim de semana do esporte a motor foi bastante proveitoso. De todas as categorias que tivemos, cinco delas merecem atenção.

Como eu estive em Interlagos juntamente com a Web Rádio Show de Bola na cobertura das 6 horas de São Paulo, acabei atrasando o texto. Para não passar do tempo mais do que já passou, farei um resumo das principais provas. A elas:

Endurance: de volta ao topo

Em 2012 a Toyota se aproveitou da altitude da capital paulista para vencer. Pois bem, neste ano a Audi retomou seu lugar frequente no ponto mais alto do pódio. Coube aos atuais campeões Benoit Treluyer, Marcel Fassler e Andre Lotterer a honra da vitória.

A tarefa foi facilitada pelo abandono do carro da Toyota, logo no início, quando o carro #8 foi abalroado por outro da LMP2. Além disso, o carro #2 das argolas sofreu com inúmeros imprevistos. Loïc Duval protagonizou o lance mais engraçado da prova, ao carregar seu pneu traseiro direito em cima do carro, depois que este se soltou na saída do box. Além disso, duas punições, que facilitaram a vida do carro #1.

Marcos Gomes comemora a vitória em Cascavel: prova com
punições absurdas! (foto: Fernanda Freixosa / Vicar)
Nas outras categorias, destaque absoluto para a GTE-Pro, cuja briga entre o Aston Martin #98 e a Ferrari #72 perdurou até as últimas curvas. No fim, os italianos venceram, guiados por Giancarlo Fisichella e Gianmaria Bruni.

A próxima prova acontece em Austin, no dia 22 de setembro. E tomara que a categoria retorne aqui em 2014!

Stock Car: show de punição

Me dá vontade de pular, mas em respeito ao vencedor, Marcos Gomes, e a quem curte a categoria, vou escrever.

Todo mundo sabe que a categoria sofre com os mandos e desmandos da emissora oficial. Todo mundo sabe que 40 minutos de corrida para uma categoria que se diz a mais importante do país é pouco demais. Todos sabem que as punições estapafúrdias acontecem na mesma proporção que a CET aplica multas em Santos. Mas o que foi aquilo que fizeram com o Átila Abreu?

Uma punição vergonhosa. Mais uma mancha na história recente da categoria. Mais não falo.

Nascar: splish-splash

Chase Elliot no pódio de Mosport Park: vitória injusta, com a
conivência da Nascar! (foto: John Walker)
A Nationwide e a Sprint correram em Atlanta. Corridas disputadas, porém longe do que foi a Truck Series, em seu retorno aos circuitos mistos.

A prova de Mosport Park teve tudo que se pode imaginar: disputas, toques polêmicos, quebra de recorde, brigas, pancadaria e tapa na cara! Sim!! A vítima foi Max Papis, que levou um tabefe bem dado pela namorada do piloto Mike Skeen, depois que ambos se tocaram e partiram para a porrada.

Outro toque que resultou em briga foi o de Chase Elliot em Ty Dillon, na última volta. Aliás, na última curva. Elliot venceu e se tornou o mais jovem vencedor da categoria, mas merecia uma punição, pois a batida teve 100% de culpa do vencedor. Pior ainda é a Nascar dar de ombros para isso tudo. Depois tem quem leve a sério.

Miguel Paludo acabou beneficiado com tudo isso e foi o terceiro colocado. Mas liderava a prova perto do fim, quando uma bandeira amarela arruinou suas chances. Uma vitória não tardará.

Simon Pagenaud comemora sua segunda vitória em 2013:
corrida benéfica para Castroneves! (foto: John Cote)
Indy: a dois passos do paraíso

A etapa de Baltimore da Fórmula Indy foi confusa, polêmica e extremamente benéfica para Helio Castroneves. A vitória foi de Simon Pagenaud, mas o lance da corrida foi o acidente entre Scott Dixon e Will Power. O australiano foi extremamente infeliz na colisão, mas não teve culpa nenhuma.

A Ganassi ficou tão furiosa que o Mr. Chip, dono da equipe, quis partir para a porrada com o #12 da equipe de Roger Penske. A rivalidade entre as duas maiores equipes da categoria já virou inimizade. A Ganassi sente na pele o que a Penske sofreu em 2011 e 2012.

Sem ter nada com isso, Castroneves abre 49 pontos de vantagem. Para ser campeão sem depender do oval de Fontana, o brasileiro precisa abrir três pontos de vantagem. A diferença precisa, ao final da segunda etapa da rodada dupla de Houston, em outubro, abrir 52 pontos para, enfim, ganhar o caneco.

Os últimos desempenhos deixam a dúvida no ar. Mas um campeonato ao tricampeão da Indy 500 já é mais que merecido.

MotoGP: duelo para a história

Épica! Sensacional! Assim pode ser definida a disputa final na MotoGP.

Lorenzo e Marques: duelo para a história! (foto: motogp.com)
Se as categorias abaixo da principal foram disputadas sem terem surpresas (Scott Redding e Luis Salom caminham a passos largos para ganhar, respectivamente, a Moto2 e a Moto3), a "primeira divisão" prendeu a respiração de todos. "Culpa" de Jorge Lorenzo e Marc Marquez.

O atual campeão contra o líder, disparado, do atual certame, protagonizaram um duelo inimaginável dadas as condições físicas de ambos. Lorenzo se recuperou da queda em Assen e só agora retoma o ritmo ideal. Já o novato espanhol levou um tombaço no warm-up, deslocando o ombro e pondo em risco a participação na prova britânica.

Marquez ignorou a dor, colocou o ombro no lugar, tomou infiltração e foi para a disputa. E as quatro últimas voltas foram dignas de entrarem para a história da categoria, com o piloto #99 da Yamaha vencendo, se emocionando e rasgando elogios ao #93 da Honda, que também não poupou qualidades ao rival.

Depois dos entreveros envolvendo os dois em Jerez de la Frontera, nada melhor do que uma aula de pilotagem. Em minha opinião, o título desse ano será de Marc Marquez, mas ambos mostraram o novo caminho da categoria: pilotos jovens, que não desistem nunca.

E mesmo com a geração que vem da Moto2, Marquez e Lorenzo tem tudo para, a partir de agora, reeditar a disputa Senna-Prost nas duas rodas!

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