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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Emoção, vexames e obra de arte

Chapéu de Éverton Ribeiro sobre Luis Antônio: o golaço que simboliza
o domínio do Cruzeiro! (foto: Daniel Oliveira / Agência Estado)
Os jogos de ida das oitavas de final da nova Copa do Brasil trouxeram o que o torcedor gosta: disputa e emoção.

O equilíbrio perfeito para os pontos corridos do Campeonato Brasileiro. Ainda mais agora que todos (exceto o São Paulo, que foi campeão da Copa Sul-Americana) têm chances de jogar, o que aumenta mais o nível técnico.

Alguns jogos tiveram placar esperado, como a vitória do Palmeiras sobre o Atlético-PR e o triunfo do Internacional sobre o Salgueiro-PE. Porém, se o confronto entre o Verdão e o Furacão está equilibrado para a partida de Curitiba (1 a 0 para o Palmeiras), o campeão do mundo de 2006 praticamente garantiu presença nas quartas, depois de enfiar 3 a 0 no clube pernambucano. Mas já vimos várias histórias de pequenos e médios clubes que assustam os grandes. Principalmente na Copa do Brasil.

E nessa edição já temos motivos para acreditar em zebras. Nacional-AM e Luverdense podem ser os protagonistas de tal feito.

O clube manauara perdeu para o Vasco, por 2 a 0. Mas... e daí? Foi um jogaço que teve um único destaque: o goleiro Diogo Silva, extremamente criticado pela torcida, fechou o gol e impediu que o alviceleste do Norte goleasse. Sim!! O Nacional foi muito melhor.

Da mesma forma que o Luverdense detonou contra o Corinthians, em uma partida equilibradíssima. Eu já havia falado que o time mato-grossense poderia complicar a vida do bicampeão mundial, que não joga nada desde a conquista no Japão. O resultado magro a favor do alviverde só mostra o que era imaginável: a soberba corintiana na temporada, após conquistar o mundo.

Outros dois jogos tiveram um placar normal, mesmo com as dificuldades: Santos 1 x 0 Grêmio e Fluminense 1 x 0 Goiás. A chance de todos eles permanece igual. Até mesmo para Grêmio e Goiás, que podem perfeitamente reverter a pequena desvantagem.

Outro que poderia ter o mesmo destino seria o Flamengo. Mas digamos que o 2 a 1 a favor do Cruzeiro foi na sorte: o bicampeão da Libertadores teve tudo para aplicar uma goleada histórica. Aliás, o golaço de Éverton Ribeiro (desde já candidato ao gol mais bonito do ano no mundo) valeria por uns 15, tamanha a precisão do lance. Uma pena que Dedé tenha entregado o ouro e permitido uma sobrevida ao rubro-negro. Mas o Cruzeiro segue favorito.

Em compensação, o outro clube mineiro perdeu, mas segue na batalha. É que chegamos ao melhor jogo dentre toda a fase de ida. Mesmo vencendo por 4 a 2, não podemos imaginar que o Botafogo garantiu a presença nas quartas de final.

E desta vez não teve árbitro para prejudicar o Galo, e sim, uma desastrosa atuação defensiva no início do segundo tempo, que permitiu ao atual líder do Brasileirão abrir a diferença de gols, que começou com um golaço de Lodeiro, quando o atual campeão da Libertadores já havia saído na frente.

O gol de Guilherme no final, o segundo gol do Atlético, também pode ser encarado como uma sobrevida ao clube mineiro. Mas a disputa para a volta está imprevisível.

Que bom que a Copa do Brasil voltou a ser um campeonato de fortes emoções. Jornalistas, narradores e torcedores agradecem!

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