Páginas

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Conto de fadas?

Se pode ter estádio novo, por que não um circuito? Tomara que não seja
conversa fiada! (foto: divulgação) 
A MotoGP disputou sua terceira etapa nos Estados Unidos - lamentavelmente pode ser a última em Indianápolis. Mas a vitória de Marc Marquez, a brilhante corrida de Jorge Lorenzo e o clima pesado na Ducati é o que menos importa; quem quiser, pode conferir os resultados na página oficial. A bomba é outra.

Nesta segunda, membros da FIM e da Dorna visitaram o autódromo de Brasília, junto com autoridades locais e confirmaram a inclusão da prova para 2014!!!

Claro que o circuito está sujeito à homologação da federação mundial.

A reforma completa do autódromo Nelson Piquet, na capital federal, começará em Dezembro para ser concluída em Maio. Embora o tempo seja pequeno, a vantagem da FIM e da Dorna é que não serão necessárias as frescuras que a FOM exige para a Fórmula 1.

Alexandre Barros em Jacarepaguá, 2004. A última aparição
da categoria no país! (foto: divulgação)
Ou seja, será uma obra funcional, porém moderna. Será a primeira reforma no circuito, inaugurado em 1974. Caso tudo se confirme, a etapa seria disputada em Setembro ou Outubro de 2014, muito provavelmente perto da etapa da Argentina, em Termas de Rio Hondo - esta já confirmada.

Mas, sinceramente, tudo que envolve o esporte a motor no Brasil gera dúvidas e incertezas. O país não sedia uma prova desde 2004, quando Jacarepaguá assistiu o seu canto do cisne em categorias internacionais, com vitória de Makoto Tamada. Antes, Interlagos e Goiânia sediaram etapas do Mundial.

"Voltar ao Brasil é um desejo de toda a família do MotoGP há muitos anos e é um tema muito importante para nós. Até agora tem sido impossível porque, como todos sabem, o mais importante para nós é a segurança", declarou Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna, na coletiva de anúncio da prova. Um alento e um soco no estômago, ao mesmo tempo.

A crítica - pesada e realista - se deve ao fato dos autódromos brasileiros estarem largados à própria sorte, com exceção de Interlagos. Nem mesmo o de Curitiba se salva, e olha que o WTCC desembarcava lá até o ano passado - a prova deste ano foi trocada pela etapa dos nossos vizinhos portenhos, o que só aumenta a indignação.

Pesa também o fato de Brasília ter sido palco da última grande tragédia do motociclismo nacional, que foi a morte da piloto Vanessa Daya. Claro que o circuito será inteiro reformado, mas é algo que pesa contra.

Circuito é o que não falta aqui - e circuito com traçado bom. Categorias, idem (falta somente uma de monoposto). Esperamos, apenas, que a reforma de Brasília e o consequente retorno da MotoGP para cá seja um divisor de águas no nosso esporte a motor. Que seja o pontapé inicial para a reforma de outros circuitos nacionais.

E que seja o recomeço do tratamento que o esporte merece aqui no país. Afinal, oito títulos da Fórmula 1, cinco da IndyCar e um sem-número de conquistas em categorias turismo são credenciais mais que importantes para exigirmos circuitos melhores e tratamento de excelência!!

Por enquanto, nos resta rezar para que a reforma de Brasília não seja mais um conto de fadas.

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google+ Adicionar ao Tumblr Adicionar ao Linkedin Adicionar ao Blogger Adicionar ao Wordpress Enviar por e-mail Imprimir

Nenhum comentário:

Postar um comentário

OBS: Comentários anônimos serão excluídos. Para inserir o seu nome, basta clicar em "Nome/URL". Não é necessário preencher o campo URL caso não tenha!

No lugar do nome, podem colocar o Twitter, o e-mail ou o site pessoal. Mas não pode ficar anônimo!