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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Resumão "pé embaixo"!

Marc Marquez comemora triunfo em Sachsenring: liderança garantida!
(foto: David Goldman / GEPA)
Correria é sempre benéfica, pois significa progresso. Pena que o meu blog não entenda assim. Portanto, sem mais delongas, o fim de semana será resumido!

MotoGP: desfalques e liderança

No Mundial de Motovelocidade, por sorte, os tombos (feios, por sinal) de Jorge Lorenzo, Daniel Pedrosa e Andrea Ianonne não passaram de sustos. Se para o italiano da Pramac não pesou tanto, a dupla espanhola tinha motivos para lamentar, pois a ausência de ambos significou a perda da liderança para Marc Marquez, que venceu de forma autoritária (não confundam com fácil) em Sachsenring, na Alemanha.

Carl Crutchlow e Valentino Rossi completaram o pódio. Stefan Bradl, mesmo em quarto, fez a festa da torcida local. Mas o destaque vai, com um pé nas costas, para Aleix Espargaró, espanhol da Aspar, que chegou a ocupar a terceira posição, ultrapassando Marquez e Rossi. Chegou em oitavo no fim, mas e daí? Ele merece uma moto de fábrica. E a equipe de Jorge Martinez já pode sair do purgatório que é andar de CRT. Quem sabe em 2015 o útil não se une ao agradável, com a chegada da Suzuki?

Scott Dixon reinou em Toronto: entrou na briga pelo
título! (foto: Robert Laberge / Getty Images)
Na Moto2 e Moto3, vitórias, respectivamente, de Julian Simón (a primeira dele na categoria) e Alex Rins. Os líderes seguem os mesmos: Scott Redding na Moto2 e Luis Salom na Moto3. A próxima prova, dia 21, em Laguna Seca, é só para a MotoGP. Portanto, o circo completo encontra-se somente em Indianápolis, no dia 18 de agosto.

Indy: trinca e renascimento

Na Fórmula Indy, Scott Dixon chegou à sua terceira vitória consecutiva, o suficiente para colocar a Ganassi de volta à briga pelo caneco. Na rodada dupla de Toronto, no Canadá, o neozelandês simplesmente esmagou a concorrência: duas poles, duas vitórias e um domínio amplo.

O que sobrou para o restante foi bem aproveitado por Sebastien Bourdais (segundo e terceiro) e por Helio Castroneves (sexto e segundo) que mantém-se mais firme na liderança. E já ganha uma prova de vantagem (se tratando da distância na tabela de classificação) sobre o terceiro colocado, Ryan Hunter-Reay, que foi mal no sábado e bateu no domingo.

Castroneves, Dixon e Hunter-Reay. Esses parecem ser os pilotos que centrarão as atenções pelo título. A próxima prova será em Mid-Ohio, onde Scott Dixon reina absoluto há bastante tempo.

DTM: página negra na história
Momentos antes de Paffett jogar o carro em cima de Mortara:
vergonha na DTM! (foto: XPB Images)

O absurdo da vergonha foi testemunhado em Nuremberg, onde aconteceu mais uma etapa da DTM (sim, a prova se chama Norisring pois é o nome em latim - Noris - que é usado para não confundir os ouvintes que pensariam se tratar de Nurburgring - seria Nurembergring, ou seja, bem parecido com o lendário circuito alemão). Explicações à parte, dois capítulos de vergonha alheia que, esperamos, não se repita mais.

Mathias Ekström venceu na pista com uma estratégia impecável. O problema se deu no parque fechado, quando ele recebeu, por dentro do macacão (ideia estúpida de um dos integrantes da sua equipe, a ABT), uma garrafa de água. Tudo bem, a regra é mais estúpida ainda? Sim. Mas se tem regra, ela deve ser cumprida: os pilotos não podem receber qualquer objeto antes da pesagem. Os comissários excluíram o sueco e a Audi, óbvio, vai recorrer. O resultado deve sair na quarta-feira. Mas já virou motivo para crítica.

Mas pior mesmo foi a atitude de Gary Paffett, da Mercedes, que, irritado com uma manobra apenas infeliz de Edoardo Mortara, da Rosberg/Audi, jogou seu carro em cima do italiano na penúltima volta, propositadamente. A direção puniu ambos os pilotos com cinco posições a menos no grid de largada da próxima etapa. Foi pouco e a decisão foi injusta com Mortara. Paffett merecia ser suspenso do restante da temporada. Pesado? Não!! Fosse eu o dono da equipe e já teria apresentado-lhe o bilhete azul da demissão. Arrojo é uma coisa. Criancice é outra!

Brasileiro de Kart: festa dos campeões

O kart brasileiro conheceu seus campeões no kartódromo de Serra (ES), em sua primeira fase. Entre outras categorias, Gaetano di Mauro (SP) levou o título na categoria Shifter; Pedri Aizza (PR) faturou na Mirim; Jadson Laurett (ES) ganhou na Sênior; Giuliano Raucci (SP) triunfou na Júnior; Diego Ramos (SP) foi o melhor na Cadete e outro paulista, Yurik Carvalho, ganhou na Sudam.

A se destacar: a organização (mesmo com um incidente na Júnior, onde o diretor de prova deu a bandeirada final uma volta antes, gerando confusão) e a transmissão ao vivo da Record News. Que este apoio da emissora - assim como o da RedeTV em provas nacionais - seja o reinício do investimento da mídia para com o automobilismo e motociclismo nacional. O esporte precisa - e urgente - disso.

Pro-Mazda: reestreia em alto estilo

Na categoria de base da Indy, Nicolas Costa reestreou no automobilismo após estar parado desde o início do ano. Sua estreia, em Toronto, foi animadora: um pódio na primeira bateria e, no domingo, mesmo com uma punição devido à ultrapassagem em bandeira amarela - uma ótima prova, que poderia resultar em mais um pódio.

O piloto foi o único brasileiro campeão internacional em 2012, quando faturou a F-Abarth. Que este seja o reinício de sua carreira, que, mesmo com a pausa forçada, promete muito.

Enfim, a reforma que Interlagos precisava! (foto: divulgação)
Interlagos: enfim, reforma!

E a tão prometida reforma vai sair do papel. Pelo menos é o que esperamos! Se bem que, desta vez, isso consta como cláusula na renovação do circuito paulistano como sede do GP do Brasil a partir de 2015.

Mesmo a confirmação do prefeito Fernando Haddad sendo antiga, vale a pena postar aqui. Afinal, a reforma não beneficiará somente a Fórmula 1. A obra prevê a construção de ciclovia em volta do circuito, uma pista de arrancada no lugar da inutilizada reta oposta antiga, shopping, parque, museu do automobilismo (aberto ao público o ano todo; não somente em corridas), áreas para eventos particulares, quadras poliesportivas, ruas vizinhas mais largas e acessíveis e uma nova estação de trem, além da reforma da estação próxima ao autódromo.

A reforma mais visível será, claro, a construção dos "boxes internacionais" na reta oposta atual, que será usada pela Fórmula 1, WEC e outras categorias internacionais. Os atuais boxes serão usados pelas categorias nacionais e regionais. A reta oposta deve ser aumentada em 200 metros, por questão de segurança, pois a nova reta é curta para abrigar o grid de largada e ter distância suficiente para evitar batidas.

Pode ficar descaracterizado? Sim. Mas uma reforma dessas era mais que necessária ao circuito, além das novas opções de lazer aos paulistanos, e poder trazer novas categorias para cá. E que seja o fim do lenga-lenga que se tornou o GP do Brasil aqui!!

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