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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Repeteco do inverno passado

Victor defende o último pênalti e jogadores comemoram a inédita vaga para
a final: já vimos esse filme em 2012! (foto: Reuters)
Libertadores de 2012. O Corinthians chegava, com sofrimento e muita dramaticidade, em sua primeira final da competição continental contra o Boca Juniors, acostumadíssimo a ganhar o campeonato (foram seis conquistas).

O resultado todo mundo conhece: o Timão passou com certa facilidade, zombou da cara dos argentinos (coisa que eles sempre fazem), conquistou o título inédito e rumou para o bicampeonato mundial.

Pois bem, eis que neste ano o debutante em finais continentais é outro alvinegro, igualmente tachado de perdedor e fracassado pelos rivais. O Atlético-MG disputará, contra o Olimpia-PAR, a chance de viajar ao Marrocos para disputar o Mundial de Clubes no final do ano.

A exemplo do Boca Juniors, em 2012, o Olimpia é veterano em decisões: além dos títulos de 1979, 1990 e 2002, chegou à decisão também em 1960, 1989 e 1991.

Claro que nenhum torcedor pensa - ainda - em um possível confronto contra o Bayern de Munique. Mas quem imaginaria, depois de anos lutando para não cair e vendo o rival Cruzeiro mandar no estado, que o clube campeão brasileiro de 1971 voltaria a disputar um título de real importância?

Sim, o Galo conquistou vários estaduais. Montou esquadrões que ficaram marcados negativamente: em 1977, foi vice-campeão brasileiro invicto; em 1978, caiu nas semifinais da Libertadores em um grupo com Boca Juniors e River Plate, um azar desgraçado. Em 1981, veio a polêmica contra o Flamengo e contra um despreparado José Roberto Wright. Depois disso, só em 2000 o alvinegro mineiro voltaria a disputar a competição continental, sendo eliminado pelo Corinthians.

Porém, em todos esses anos, o Atlético-MG nunca conseguiu se livrar do carma de ter ganho um título, digamos, decente, há 42 anos. Passou da hora de voltar a vencer.

Quando o Corinthians foi eliminado em 2010 diante do Flamengo, Andres Sanches disse que o segredo para ser campeão, no caso corintiano, era se acostumar a disputar sempre. Não dá para afirmar que os mineiros são acostumados. Afinal, são somente cinco participações. Mas seu elenco é recheado de jogadores que sabem perfeitamente o significado da palavra "campeão".

Afinal, não são muitos os times que podem ter a primazia de contar com dois campeões do mundo com a seleção, casos de Gilberto Silva e Ronaldinho. Além deles, outros jogadores experientes, como Alecsandro, Diego Tardelli, Jô e Richarlysson; jovens que se firmaram, como Marcos Rocha, Bernard, Guilherme e Luan; uma dupla de zaga regular, com Réver e Leonardo Silva. E um goleiro que a cada defesa, a cada pênalti defendido, cala os críticos que execraram-no na sua saída - pela porta dos fundos - do Grêmio, onde não mantinha regularidade.

Sim. O Atlético-MG está seguindo a receita do bolo que o Corinthians efetivou em 2012. E que, de certa forma, também foi seguido por Internacional e Santos nos anos de suas recentes conquistas. Que colorado esquece o drama que foi o jogo no Morumbi, contra o São Paulo, que selou a vaga para a final? Tenho certeza que todo santista lembra com carinho da campanha de 2011, com Rafael fazendo milagres contra o América-MEX, nas oitavas, e do sofrimento em excesso na semifinal contra o Cerro Porteño.

E assim está a situação. Desde 2005 o Brasil coloca um time na final. Desde o mesmo ano citado, a finalíssima é disputada em solo brasileiro. Depois das frustrações de 2007 (Grêmio), 2008 (Fluminense) e 2009 (Cruzeiro), o Brasil nadou de braçada nas três últimas finais - que foram tranquilas, à luz da razão.

Que venha o tetracampeonato, portanto. Vai, Atlético!!!

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