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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Que mané, vice!

Festa vermelha. Após o trauma de 2012, enfim, a taça é do Bayern!
(foto: Darren Staples / Reuters)
Já estava ficando incômodo para o Bayern de Munique. Dois vices em três anos não era um retrospecto, digamos, animador. Ainda mais que em 2012 a final foi em casa e o time era favorito diante do Chelsea.

Na ocasião, Robben, um dos craques do time, perdeu pênalti na prorrogação; Schweinsteiger errou na decisão por pênaltis e o vice-campeonato teve um gosto amargo demais. O próprio Robben já estava marcado por dois gols perdidos na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quando a Holanda foi vice-campeã.

Porém, no sábado, nada disso importou quando as duas equipes adentraram o estádio de Wembley. Embora pressionado pelo Borússia Dortmund por todo o primeiro tempo, os bávaros souberam conter o ímpeto da equipe amarela, que voltava a uma decisão continental após 13 anos - quando também conquistaram o Mundial contra o Cruzeiro. Weidenfeller e Neuer, os goleiros, foram os destaques absolutos do primeiro tempo, quando Robben perdeu um gol feito. Mais um para a conta.

O filme de 2012 voltou à tona. Porém, como diria aquela canção, "nada como um dia após o outro...".

No início do segundo tempo, o holandês, tão criticado, tão perseguido e tão achincalhado nas redes sociais, recebeu um belíssimo passe de Ribery, driblou o goleiro e tocou maravilhosamente para Mandzukic, livre, tocar para a rede.

O 1 a 0 parecia a senha do domínio e da tranquilidade, mas Dante, zagueiro do Bayern, cometeu o pênalti mais infantil do ano, o que foi suficiente para o Twitter pipocar com declarações pró e contra o bom - e somente bom - zagueiro do time da CBF. Gundogan empatou. E o time de Dortmund voltou a mandar na partida.

A torcida começou a ficar temerosa. Mas não dizem que Deus ajuda os oprimidos?

Coube a Robben, após uma sequencia de toques na entrada da área, receber passe de Ribery, deixar a zaga na saudade e com um leve toque, deslocar Weidenfeller e garantir o gol do desempate.

Não foi só o gol do pentacampeonato europeu. Foi o gol do alívio do torcedor, que pôde lavar a alma e gritar sem parar a conquista do título, após o trauma de 2012. Foi o gol da volta por cima de Arjen Robben, que desabou a chorar com o apito final. Foi o gol da consagração de Jupp Heynckes, treinador que se aposenta, e que foi o responsável por reerguer a auto-estima de um time sem confiança, após as derrotas de 2010 (quando não era favorito contra a Internazionale) e do ano passado.

E o Marrocos receberá, em Dezembro, um baita time, que tem tudo para fazer história a nível mundial. Parabéns, Bayern!

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