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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Em nome do respeito

Emerson leva cartão amarelo por sofrer pênalti claro: o ápice do pouco caso
com o futebol brasileiro! (foto: JF Diório / Agência Estado)
O futebol brasileiro está sem moral nenhuma. A edição de 2013 da Copa Libertadores foi o ápice da falta de respeito.

Já não bastassem as suspensões exageradas de Luis Fabiano e Vanderlei Luxemburgo (este último foi agredido no jogo contra o Huachipato, na primeira fase, e mesmo assim recebeu a punição), as oitavas de final presenciaram dois "assaltos" aos clubes brasileiros.

Palmeiras e Corinthians, apesar de não demonstrarem um futebol de alto nível, têm totais direitos de protestar contra a arbitragem nessas partidas, em casa, contra Tijuana e Boca Juniors, respectivamente. Foi um desacato ao respeito, à ética e à honestidade de quem comanda o jogo.

O que mais dói é ver que a Conmebol pouco fará. Nesta sexta-feira, a comissão de arbitragem decidiu que o trio não voltará mais a apitar nesta edição. Mas... de que adianta? Os dois rivais paulistas se abraçam na indignação da eliminação precoce e vergonhosa.

Pior: dentro do Pacaembu! Sim, porque eu duvido que os árbitros fariam igual na casa dos adversários, sob o risco de não voltarem vivos para seu país, porque os sul-americanos futebolistas agem assim (apenas o Brasil se comporta - por obrigação e falta de vergonha - como vaquinha de presépio). É só lembrar de alguns casos de violência, para citar os mais emblemáticos, que aconteceram em Lanús e La Plata (ARG), Calama (CHL), Assunção (PAR) e - pasmem - até na Cidade do México (MEX). Mais uma prova do pouco caso da entidade sul-americana para com o futebol brasileiro, que possui, por exemplo, mais títulos mundiais de seleções que todo o restante do continente e lidera o ranking de títulos mundiais de clubes, com 10 conquistas.

Isso parece não bastar para a Conmebol respeitar o futebol brasileiro.

Sim, todos nós sabemos que nada acontecerá, pois nem a CBF se posiciona a favor de seus clubes que, desunidos, não tomam providências radicais para acabar com esse desprezo.

Uma das ideias que sempre defendo nas redes sociais seria a desfiliação da Conmebol. Sim, o Brasil poderia muito bem dar um basta, mandar a confederação da América do Sul às favas e rumar, por exemplo, para a Concacaf!

Além de impulsionar o futebol da América do Norte, Central e do Caribe de uma forma assustadora (quem não gostaria de enfrentar clubes brasileiros e a seleção?), o que demonstraria até mesmo uma ação de desenvolvimento do futebol na maioria dos países de lá - coisa que a FIFA sempre preza - o Brasil seria tratado como um rei pelos países do lado de cima da América. O que ajudaria, inclusive, a organizar o próprio calendário nacional, pois a Liga dos Campeões da Concacaf, por exemplo, dura o ano todo, diferente da Libertadores.

Seria uma medida radical? Sim. Mas faria a Conmebol repensar sua postura com a nação verde e amarela. Sem o Brasil, a Libertadores perde prestígio, a Copa América fica esvaziada e as Eliminatórias ficam tratadas a segundo plano, como está acontecendo na atual edição.

Rapidinho o tratamento com a gente mudaria!

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