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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Rota para o Marrocos

Corinthians x Boca Juniors: finalistas em 2012, se enfrentam logo nas
oitavas de final em 2013. (foto: Marcos Ribolli / globoesporte.com)
Acabou a fase de grupos da Copa Bridgestone Libertadores. Agora é hora das fases eliminatórias. São dezesseis equipes em busca da viagem para o Mundial de Clubes, que acontece este ano no Marrocos.

Com aquela que seja, talvez, a melhor fórmula para o mata-mata (ordenar primeiros e segundos colocados, independente do grupo), a edição atual já tem um marco para o nosso país. Pela primeira vez, as seis equipes brasileiras se classificam para as oitavas de final. Aliás, desde que Brasil e Argentina puderam ter a chance de levar seis times (desde 2005), é a primeira vez que isso acontece.

Sem mais delongas, portanto, vamos aos oito confrontos, em ordem de posicionamento:

Atlético-MG (1º) x São Paulo (16º): a melhor e a pior campanha dentre os classificados. O que, na prática, não quer dizer nada. Embora a classificação tenha vindo na bacia das almas, nunca se pode subestimar um tri-campeão mundial. Quanto ao Galo, bom, salvo um relaxamento - compreensível diante dos temores de sair do país na próxima fase - na última rodada, dá para dizer que a melhor campanha da primeira fase é fachada. Jogo sem favoritos.

Palmeiras (8º) x Tijuana (9º): um confronto totalmente inesperado quando começou a competição. Ninguém podia prever que um clube rebaixado em seu campeonato nacional no ano anterior e um estreante com vida precoce fossem passar de fase. Só que o futebol apresentado combina com as fases eliminatórias. Mesmo sem muita técnica, podem sonhar. O Palmeiras leva vantagem, porém, a grama sintética do estádio dos Xolos pode ser um agravante a favor dos mexicanos.

Corinthians (4º) x Boca Juniors (13º): repeteco da final de 2012. O atual campeão está um pouco abaixo do que apresentou na campanha do título. Mas tem time para chegar na final. A mesma coisa pode-se dizer dos argentinos: fizeram uma primeira fase sofrível, mas é time copeiro. Afinal, seis títulos não são esquecidos facilmente, além da fama de "destruidor de brasileiros". Jogo equilibrado, com leve vantagem para o atual campeão mundial.

Velez Sarsfield (5º) x Newell's Old Boys (12º): duelo caseiro com favoritismo do campeão de 1994. Os rubronegros passaram na bacia das almas, com a vaga sendo conquistada frente à Universidad de Chile somente no saldo de gols. Os azuis passaram em seu grupo como um rolo compressor, sem tomar conhecimento. O sonho do bi-campeonato permanece forte.

Santa Fé (2º) x Grêmio (15º): a disparidade de campanha entre ambos não se repetirá no confronto. Os colombianos pegaram um grupo muito fácil e fizeram o que se esperava, enquanto o Grêmio encarou uma verdadeira batalha em sua chave. Mesmo com algumas pataquadas na fase de grupos, acredito na classificação do Grêmio às quartas. Mas tem que jogar mais, porque o Santa Fé tem um time redondinho, base da equipe que fez bonito na Sul-Americana de 2012.

Nacional (7º) x Real Garcilaso (10º): de um lado, a equipe tri-campeã do mundo. Do outro, uma debutante na competição continental. A vantagem é para a equipe uruguaia, que pegou um grupo com três pedreiras e passou em primeiro, enquanto que os peruanos, mesmo sendo surpresa agradável, deixaram para trás um Tolima enfraquecido e um Cerro Porteño decadente.

Olimpia (3º) x Tigre (14º): antes de qualquer coisa, devemos salientar que, se a Conmebol fosse séria, o alvirrubro de Buenos Aires nem estaria jogando a edição atual da Copa. Posto isso, o Olimpia é favoritíssimo no confronto. Classificou-se com um pé nas costas e tem três títulos na competição. O Tigre faz sua estreia, surpreendeu ao eliminar Libertad e Sporting Cristal, mas não deve passar disso.

Fluminense (6º) x Emelec (11º): a ânsia de conquistar o título está fazendo o tricolor carioca penar. O grupo era difícil, mas os grenás complicaram as coisas para eles mesmos e a classificação foi suada. Menos mal que a equipe conquistou a vantagem de decidir no Rio. Os equatorianos já atingiram um feito histórico: pela primeira vez, conseguem a vaga para as oitavas por dois anos seguidos. Pode ser um trunfo para surpreender o atual campeão brasileiro, mas acho pouco provável.

Como se sabe, se duas equipes do mesmo país chegarem às semifinais, eles têm que se enfrentar, obrigatoriamente. Porém, só o Brasil pode levar os quatro semifinalistas. Seria incrível. Tomara que nossos seis representantes façam valer a força do futebol verde e amarelo, que vem de três títulos em sequência.

Será mais um motivo para os estrangeiros quererem vencer a gente na porrada, na catimba, na pressão da torcida...

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Um comentário:

  1. Muito boa a análise. Penso que nenhum brasileiro terá vida fácil nas oitavas Libertadores. Muitos estão devendo futebol. Não vejo a hora de o mata-mata começar. Meu palpite é que São Paulo, Corinthians e Fluminense avançam às quartas.

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