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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Os donos do espetáculo

Este será o palco da abertura da temporada 2013! (foto: divulgação)
A MotoGP inicia suas atividades oficiais pela temporada 2013 no próximo domingo, no Qatar. Na pista, 24 pilotos disputarão as 18 etapas previstas para o ano. Dentre eles três campeões da categoria principal (e alguns outros triunfantes da Moto2 e Moto3 - e suas versões antigas, de 250cc e 125cc).

Quanto as outras categorias, a disputa sempre foi ferrenha nos anos passados e deve se repetir o equilíbrio nesta temporada. Na Moto3, despontam como favoritos a dupla da Estrela Galicia, Alex Marquez e Alex Rims, além de Romano Fenatti, da San Carlo Team Italia; Alessandro Tonucci, da Tascaracing; Luis Salom, da Red Bull KTM e Jonas Folger, da Aspar, a mesma equipe que contará com o brasileiro Eric Granado, após uma estreia precipitada na Moto2 em 2012.

Por falar em Moto2, impossível destacar alguém no meio de tantos favoritos. Um deles, Thomas Luthi, da Interwetten Paddock, se lesionou e ficará de fora por algumas provas. Devem disputar o título uma boa quantidade de pilotos: Johann Zarco, da Came Ioda; Sandro Cortese, campeão da Moto3 em 2012, que correrá pela Intact; Julian Simón, da Italtrans; Nicolas Terol, da Aspar; Mika Kallio e Scott Redding, ambos da Marc VDS; Simone Corsi e Mattia Pasini, ambos da NGM; Anthony West, da QMMF; Danny Kent e Louis Rossi, a dupla da Tech3 e Pol Espargaró, da Pons. Muita gente, realmente.

Sem enrolar, portanto, vamos conhecer todos os pilotos da MotoGP que estarão riscando a joelheira nas retas e curvas de Losail, no próximo dia 7:

Hiroshi Aoyama e Hector Barbera: a Avintia Blusens parte para a sua segunda temporada na "elite" buscando se firmar entre as principais CRTs, coisa que não aconteceu em 2012. Porém, a dupla não inspira otimismo. O japonês passou a temporada passada sofrendo no Mundial de Superbikes, depois de levar uma sova de Marco Simoncelli, em 2011. Já o espanhol, bom... é inconstante demais e desde a sua chegada na MotoGP que ele anda para trás no que tange a "evolução".

Danilo Petrucci e Lukas Pesek: outra estreante em 2012, a Came Ioda Racing, assim como seu primeiro piloto, não fizeram feio. O objetivo de ambos é manter o crescimento com os pés no chão. O tcheco estreia na MotoGP após uma passagem bem discreta pelas outras duas divisões.

Karel Abraham: piloto pagante. Assim dá para definir o piloto da Cardion AB, que corre com o dinheiro da família e nunca demonstrou talento. Surpreendeu no início de carreira, mas depois foi minguando até chegar ao fim do grid. Perdeu o apoio da Ducati, vai andar de CRT e, ao que tudo indica, segurará a lanterna.

Andrea Dovizioso e Nicky Hayden: após dois anos comendo o pão que o diabo amassou, a Ducati alinha a sua equipe principal com um único propósito: incomodar as japonesas. Não será fácil, mas o apoio da Audi - com muito dinheiro injetado, diga-se de passagem - pode fazer a equipe dar um salto de qualidade. O problema são os pilotos. Dovizioso foi muito bem no ano passado, mas tomou canseira do companheiro. Já o americano, bom... todos se perguntam como ele foi campeão da categoria, em 2006, mesmo tendo uma Honda em mãos.

Alvaro Bautista e Bryan Starring: uma das duas equipes a ter estrutura nas três divisões do Mundial, a Gresini repete a estratégia de 2012: Alvaro Bautista guiará a moto Honda de fábrica, sendo responsável por incomodar as grandes, assim como fez no ano anterior. O australiano veio da Superstock 1000, uma espécie de segunda divisão do Mundial de Superbikes. Tem futuro.

Stefan Bradl: depois de um 2011 desastroso, com Toni Elias na rabeira durante toda a temporada, Lucio Cecchinello percebeu que precisava de um piloto dos bons para mostrar o valor da sua moto e da sua equipe. E assim foi com o alemão. À época campeão da Moto2, Stefan Bradl trucidou. Só faltou um pódio para coroar a sua brilhante temporada. A LCR mantém o apoio da Honda, tendo a moto de fábrica guiada mais uma vez pelo alemão que, assim como Casey Stoner (que também começou na equipe), caminha para um título mundial em breve.

Carl Crutchlow e Bradley Smith: a melhor equipe satélite de 2012, a Monster Tech3 - apoiada pela Yamaha - quer manter o pique. O inglês guiou muito na temporada anterior, tendo conquistado vários resultados brilhantes. O objetivo dele - e da equipe - é vencer pela primeira vez na "primeira divisão". Até porque o estreante, egresso da Moto2, causou espanto e desconfiança ao ser anunciado. O discurso é o mesmo entre os jornalistas: ele deveria ficar mais um ano na Segundona. Corre o risco de se queimar.

Colin Edwards e Claudio Corti: candidata ao fundão, a NGM Forward dá um bom exemplo de investimento na categoria, com uma boa estrutura também na Moto2. O problema são os pilotos - e o fato de andar com CRT. O americano já expirou o prazo de validade e anda para trás a cada prova. O italiano não foi lá essas coisas na Moto2 e é outro que deve lutar para não ficar em último.

Yonny Hernandez e Michael Laverty: depois da estreia na MotoGP em 2012, a Paul Bird aposta na construção da própria moto com um foco definido: ser a melhor CRT de 2013. Não será fácil. Hernandez tem talento e pode despontar como um grande piloto nos próximos anos. Já o estreante inglês veio da Superbike britânica, onde conseguiu importantes resultados. Se a moto deixar, é candidato a alguns pontos.

Randy De Puniet e Aleix Espargaro: a Aspar - que assim como a Gresini tem equipe nas três categorias do Mundial - foi a campeã das CRTs em 2012 com extremas sobras em relação à concorrência. É a única das equipes que corre com motos particulares que disputou de igual para igual com algumas satélites no ano passado. A dupla segue a mesma. Um francês super experiente e um espanhol muito rápido. Com sorte, pode conseguir um pódio. Seria merecido.

Ben Spies e Andrea Iannone: depois de não assustar em nenhum momento na temporada anterior, a Pramac quer dar a volta por cima, mas tudo dependerá de como a Ducati se sairá. A dupla de pilotos não empolga. Ben Spies chega com a moral baixa depois da proeza de decepcionar na Yamaha. O italiano foi muito bem nos testes e pode sonhar com alguma coisa a mais, mas sem milagres.

Dani Pedrosa e Marc Marquez: a derrota do ano passado não doeu tanto assim, visto que Casey Stoner ficou fora de combate por algum tempo depois do acidente em Indianápolis. O que mais entristeceu a Repsol/Honda é que a moto, em nenhum momento, foi superior aos rivais nipônicos. Os testes desta temporada animaram. O problema será aqueles que guiam. Pedrosa já teve inúmeras chances de ser campeão e só decepciona. Marc Marquez foi um assombro nos testes e deve engolir seu companheiro de equipe, mas ainda fica a dúvida quanto ao rendimento em provas neste ano de estreia. A prova em Losail será determinante.

Valentino Rossi e Jorge Lorenzo: a campeã de 2012 quer o bi-campeonato. Resta a dúvida, somente, se a Yamaha controlará sua dupla de pilotos. Ambos já correram juntos, e a convivência foi trágica, a ponto da equipe se dividir por completo. Por enquanto, Lorenzo e Rossi mantém o discurso do companheirismo, mas ele deve acabar na largada do Qatar. Talentoso e arrogante, o espanhol encontrará um italiano, multicampeão, doido para voltar a vencer e se aposentar em grande estilo.

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