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terça-feira, 30 de abril de 2013

Mudanças, já!

Pacaembu às moscas: retrato do descaso com o Paulistão. (foto: divulgação)
Isso é o retrato do Paulistão? Arquibancadas vazias, média de público pífia, jogos sonolentos??

Não vou comentar os motivos que levaram o melhor estadual do país a chegar nesse ponto deplorável; tantas foram as publicações que existem, seja através de grandes portais ou de jornalistas, em seus blogs e sites pessoais, falando do assunto. Os motivos são os mais conhecidos: estádios sem o mínimo de conforto e segurança, banheiros que beiram à podridão, lanchonetes quase inexistentes - e as que existem são de péssima qualidade, dificuldades de locomoção, sofrimento na mão de cambistas...

O fato é: a Federação Paulista de Futebol precisa radicalizar e mudar tudo. A começar pelo período.

Na minha opinião, o campeonato deveria ser dividido em dois. Deixaria o Estadual, de fato, entre Janeiro e, no máximo, meio de abril. Entre maio e novembro, a Copa Paulista deve ser melhorada. E pode funcionar como uma extensão do Estadual, com a distribuição de vagas para a Copa do Brasil e a vaga para a Série D sendo exclusiva deste torneio.

(sim. Existem, hoje, duas vagas que são destinadas à Copa nacional que saem da Série A2 e da própria Copa Paulista. Somada a vaga única que será destinada à Série D do Brasileirão a partir de 2014, a Copa Paulista poderia premiar duas ou três equipes. Por exemplo: o campeão iria para a Copa do Brasil e para a Série D, enquanto o vice e o terceiro colocados iriam somente para a Copa do ano seguinte. As outras três vagas a que São Paulo teria direito na Copa do Brasil ficariam normalmente entre os três primeiros colocados da primeira divisão - hoje, a Série A1 classifica quatro times. Vaga para campeão da Série A2 é uma afronta a quem rala contra os grandes. Que suba e faça bonito na A1).

Bom, o Estadual de fato poderia contar, sim, com 48 times, divididos em oito grupos de seis times, onde todos se enfrentariam em turno e returno. Isso já daria um total de 10 datas. Somente o melhor de cada grupo avançaria para as quartas de final, enquanto o último de cada grupo iria para o torneio da morte.

Enquanto os melhores disputariam quartas de final, semifinais e final, os oito piores se dividiriam em dois grupos com quatro times, onde jogariam em turno e returno. Os dois piores destes grupos seriam rebaixados.

No total, teríamos apenas 16 datas. Com o campeonato começando na última semana de Janeiro, encerraria-se, na pior das hipóteses (com jogos somente aos fins de semana) na última semana de abril, deixando uma semana de folga para as equipes descansarem antes do Brasileirão.

Outra hipótese, caso achem 48 times uma quantidade monstruosa, seriam 32 times, com quatro grupos de oito times. Turno e returno, semifinais e final (o pior de cada grupo cairia direto) totalizariam 18 datas. Bem menos que as 23 atuais.

Além de dar chance a mais times, o campeonato teria a cara do "tiro curto".

Na Copa Paulista, poderia-se fazer um campeonato com muito mais times, bem melhor divulgado e montado, envolvendo todos os clubes de todas as divisões, com grupos regionais que iriam se afunilando até chegar no campeão e nos classificados às vagas nacionais. Promoção de ingressos, estratégias de marketing, sorteio de prêmios, entre outras, ajudaria a melhorar o campeonato, que foi criado para manter os clubes em atividade e se transformou em um martírio para os clubes do interior.

Ao mesmo passo que o Paulistão Feminino não precisa ser disputado nos estádios oficiais dos clubes. Incentivos fiscais a quem mantivesse o departamento é uma saída. A outra seria realizar parcerias com universidades e/ou clubes olímpicos, como Unisanta, Pinheiros e Paulistano, por exemplo - vejam o Centro Olímpico. Alguns desses jogos poderiam ser marcados como preliminares do masculino, onde o torcedor teria direito a um desconto no ingresso, caso assistisse as duas partidas.

O Santos sempre usou o Rei Pelé como casa das Sereias. E a torcida comparecia. Ou seja, a falta de público não é desculpa a ser usada. Torcedor só quer ser bem tratado e ter um motivo para sair do conforto do lar para assistir a um jogo deles ou delas.

Como se pode ver, ideias existem aos montes. Essa é apenas uma delas. Basta boa vontade dos dirigentes para analisar a melhor delas e por em prática. O que não pode é esse cenário desolador. Coloquem a de vocês nos comentários.

Quem sabe a FPF não ouve a gente.

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Um comentário:

  1. Rodrigo, também sou favorável a uma reformulação no Campeonato Paulista. Deixaria apenas 16 clubes em disputa em dois grupos de oito. Os dois primeiros de cada chave avançam à semifinal (em dois jogos). Assim teríamos 11 datas e não 23 como hoje, sobrando espaço para uma decente pré temporada. Clubes paulistas poderiam até viajar ao exterior. Abraços

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