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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nem em Marte

Custei a acreditar. Mas é verdade, sim!!

Não vou me alongar muito. Postarei na íntegra o que escreveu o Marcelo Duarte, em sua coluna "Curiocidade", no Estadão:
Loja virtual manda cliente “procurar um macho” 
Em julho, a jornalista Nina Gazire comprou um anel na loja virtual Visou. O e-mail de confirmação chegou rápido, mas o produto, não. Quase dois meses depois do pedido, ela decidiu reclamar diretamente na página da empresa no Facebook. A “loja” não informa nenhuma outra forma de contato no site.  No Facebook, há fotos dos três donos do negócio: Tatyele LopesRichard Ferrari e Natasha Souto, todos do Rio de Janeiro. Ao contrário de casos em que os analistas de mídias sociais são eficientes na resolução de crises, a história de Nina não terminou tão bem.
Ontem à noite, a jornalista enviou uma mensagem perguntando sobre a encomenda. “Eles disseram que, sem o número do pedido, ficava difícil procurar”, diz Nina. “A discussão começou depois que eu enviei o código e disse que eles não deviam tratar uma cliente desta maneira desrespeitosa.” Desrespeito foi o que veio nas mensagens seguintes. Alguns dos xingamentos, repletos de palavrões, foram registrados em uma captura de tela feita por Nina que está circulando pelo Facebook.
“Pensei que a página tinha sido hackeada, mas me enganei”, conta a cliente, que recebeu hoje um e-mail cancelando sua encomenda e devolvendo o dinheiro pago. “Não pedi para cancelarem nada, apenas queria que enviassem o que pedi”, diz Nina. Ela pretende acionar o Procon e também processar a loja pelas ofensas cometidas virtualmente.
O caso de Nina não foi o único. A estudante de comunicação Júlia Bondan, de Novo Hamburgo (RS), fez uma compra de cerca de R$ 300 (uma blusa, um colar e um anel) na loja no começo do ano. Três meses depois, ela fez um post na página da Visou no Facebook perguntando a respeito da encomenda. “Eles simplesmente apagaram minha mensagem”, afirma Júlia.
Depois que enviou um e-mail de reclamação, Júlia também passou a ser vítima da fúria dos donos do site. “Fui chamada de mimada e caloteira, disseram que meu pedido ainda não estava pago”, conta. “Quando enviei o comprovante de pagamento do cartão de crédito, as ofensas continuaram.” Quando disse que ia procurar um advogado, a resposta foi: “Espero que seja uma advogada gata, loira, de peitos grandes”.
Depois de muito bate-boca, a estudante recebeu há cerca de um mês um e-mail avisando que o valor seria estornado. Quando soube do caso de Nina Gazire, Júlia acionou um advogado. “Quero processá-los por danos morais”, afirma.
Até o fechamento desta nota, às 18h15 de 10/9/2012, a Visou optou por ignorar os pedidos de entrevista do Blog do Curiocidade.
(Com colaboração de Míriam Castro)
E ainda teve gente elogiando a postura da loja. Pelamordedeus!!!

Por mais que o cliente seja esnobe e arrogante (e realmente a jornalista foi - aliás, que fique claro que, se ela se acha superior por ser "jornalista", saibam que ela não reflete a postura humilde e atenciosa da esmagadora maioria dos jornalistas).

Mas, mesmo assim, NENHUMA LOJA DEVE TRATAR SEUS CLIENTES DESTA MANEIRA! É o estabelecimento que precisa do consumidor, e não o contrário!! Pessoas assim não merecem vencer na vida nem abrindo loja em Marte!!

Trabalhei durante 42 meses no Pão de Açúcar, como operador de caixa. Escutava os absurdos mais calamitosos e inimagináveis, sempre respondi com educação, mas de maneira firme, "exigindo" respeito e buscando uma, digamos, superioridade, para que o atendimento fluísse bem. Isso sempre resultava, na maioria dos casos, no cliente pedir desculpas pela grosseria.

Nunca xinguei um cliente, muito menos mandei "procurar um macho". Pior é que as reclamações e estupidezes sempre eram de clientes nacionais, porque os estrangeiros sempre dispunham de um tratamento excepcional.

Eu fico imaginando pessoas que elogiam esta postura da loja, como devem ser no dia a dia com as pessoas, com os companheiros de trabalho (isso se possuírem companheiros de trabalho - se é que trabalham) e até mesmo com a família.

Pobres coitados...

UPDATE: A página da Visou, no Facebook, foi retirada do ar, assim como o site oficial. Fiquemos de olho para que os mesmos não voltem com outro nome.

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Um comentário:

  1. muito bom........

    A maioria das pessoas estão sem a mínima noção de educação.
    As leis neste país tem que mudar urgentemente.
    Jacyra

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