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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A luz no fim do túnel

Pela segunda vez na temporada, Sebastian Vettel comemora
uma vitória! (foto: Pablo Sanchez / Reuters)
Demorou. Muito. A única vitória no ano havia sido no GP do Bahrein. Pouco para o atual bicampeão.

Enfim, Sebastian Vettel (que correu com um capacete cheio de LEDs) fez as pazes com o lugar mais alto do pódio, com o hino alemão, com a champanhe... e conquistou a sua segunda vitória na atual temporada, diminuindo um pouco a pressão sobre ele. Jenson Button e Fernando Alonso completaram o pódio da prova que terminou no limite de duas horas. Em circunstâncias normais (acidentes e coisas do tipo), não acontecia desde o GP de Mônaco de 1996.

Domínio no fim de semana... e tudo acabou com o câmbio
quebrado para Lewis Hamilton! (foto: Getty Images)
O fim de semana não começou tão bem para Vettel, que parecia fadado a ser coadjuvante de Lewis Hamilton. O inglês saiu na pole e liderou toda a prova, até abandonar com problemas no câmbio. Outro que abandonou quando vinha muito bem era Pastor Maldonado, que poderia sonhar com a sua segunda vitória, caso o carro não quebrasse.

"Rodrigo, ele era o 22º, como ele ia vencer"? Àquela altura, o safety-car estava na pista, por conta da batida de Narain Karthikeyan, da HRT, que bateu sozinho na entrada da ponte que passa por baixo da arquibancada, na volta 33. Maldonado já havia feito o seu pit-stop e poderia ganhar muitas posições depois que os outros pilotos também parassem.

Foram duas entradas do carro-madrinha. A outra aconteceu na volta 38 (na relargada), numa batida mais forte entre Michael Schumacher e Jean-Eric Vergne. O alemão abalroou o piloto da STR sem mais nem menos. Schumacher suspeita de problemas no carro, mas foi sincero o suficiente para pedir desculpas ao novato francês.

Michael Schumacher esqueceu o freio e atropelou o carro
de Jean-Eric Vergne (foto: Getty Images)
A corrida foi repleta de trocas de posições, um feito para um circuito de rua. Com duas entradas de safety-car e vários abandonos, o trabalho de pit stop foi fundamental. Nela, a Lotus se garantiu nos pontos mais uma vez com seus dois pilotos. Mesmo sem vencer ainda, o terceiro lugar da equipe no campeonato de construtores deixa claro que falta um pequeno detalhe para as vitórias aparecerem.

Outros destaques foram Paul Di Resta, que levou a Force India ao quarto lugar, e Nico Rosberg, que enfim volta a fazer grande prova em circuitos de baixa/média velocidade.

Poderíamos colocar aqui também, mesmo sem pontuar, a 12ª posição de Timo Glock, melhor resultado da história da Marussia. É praticamente um milagre!

Quanto aos brasileiros, já afirmo desde já que a disputa foi limpa. Felipe choramingou demais; mesmo assim, entendo quem diz que o "primeiro-sobrinho" forçou demais a barra. Massa chegaria em oitavo, após uma brilhante recuperação após cair para último (foi tocado por Vitaly Petrov na primeira curva). Bruno abandonou na volta 57, com problemas no Kers.

O ápice da disputa entre os brasileiros: sem punição, ainda
bem (foto: formula1.com)
Felizmente, não houve punição patética para ambos. Aliás, foi um fim de semana perfeito nesse ponto de vista. As duas únicas eram esperadas: aplicaram 10 posições no grid de Suzuka para Schumacher e acresceram 20 segundos em Mark Webber por ter, deliberadamente, usado a área de escape interna em uma das curvas para ultrapassar Kamui Kobayashi.

Com a vitória, Vettel pulou para a vice-liderança do certame. Alonso é o líder, porém sua vantagem sobre o segundo colocado caiu de 37 para 29 pontos (194 x 165). Kimi Raikkonen segue em terceiro, com 149 pontos, sete à frente de Lewis Hamilton, que estacionou nos 142. Dentre esses quatro pilotos deve sair o campeão. Felipe Massa é o décimo, com 51 pontos. Bruno Senna é o 16º, com 25.

Ainda restam 125 pontos em jogo. A disputa ainda está em aberto. É o fim de temporada perfeito para um campeonato que primou pelo equilíbrio.

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