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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Parabéns!

A homenagem de Nelsinho Piquet aos 60 anos do
tricampeão Nelson Piquet (foto: divulgação)
Hoje, dia 17, é aniversário de Nelson Piquet. Exímio piloto de personalidade forte e que "perdia o amigo, mas não perdia a piada".

O mesmo Piquet que, na época da "Super Vê", correu com o nome Piket para despistar do seu pai, o então ministro Estácio Souto Maior. Se conseguiu ou não, nunca saberemos.

O mesmo Piquet que declarou, em 1988, que havia "desinfetado" a Lotus de Ayrton Senna. Nelson correria na equipe onde Ayrton guiou entre 1985 e 1987.

O mesmo Piquet que disse, uma vez, que Nigel Mansell era um "as-no volante". Os dois não se bicavam na Williams, e, prejudicado que foi em 1986, no ano seguinte o brasileiro dividiu a equipe e sacaneou o "Leão" de todas as formas possíveis (até mesmo alterando o calibrador de ar e escondendo os papéis higiênicos do banheiro, quando Nigel passou mal no México).

O mesmo Piquet que não se conformava com as perguntas imbecis feitas por alguns repórteres que não entendiam do assunto. Ou alguém se esquece do famoso "E aí, Piquet, vai correr pra ganhar"? que teve a resposta "Não, vou correr pra chegar em nono".

O mesmo Piquet que tirou sarro da cara de Jean-Marie Balestre no pódio de Phoenix, em 1991.

O mesmo Piquet que respondeu a Carlos Reutemann, quando este disse que Nelson "não servia nem pra limpar o capacete dele" com um clássico "talvez ele sirva pra limpar o meu, que é capacete de campeão mundial".

O mesmo Piquet que, na sua última vitória, em Montreal, gargalhou ao saber do problema que Nigel Mansell teve na última volta. O piloto da Williams abandonou com problemas eletrônicos quando já dava tchauzinho para o público.

O mesmo Piquet que protagonizou a cena mais hilária da Fórmula 1, ao sair na porrada com Eliseo Salazar, em Hockenheim, depois que o brasileiro da Brahban foi tirado da prova - sem querer, é claro - pelo chileno, em 1982.

O mesmo Piquet que declarou que "a Indy é uma porcaria: carro bate, bandeira amarela. Carro lento, bandeira amarela. Passarinho caga na pista, bandeira amarela".

Mas, acima de tudo, o mesmo Piquet tricampeão mundial; que realizou a ultrapassagem mais sensacional da história do automobilismo mundial (sobre Senna, em 1986, no circuito de Hungaroring); que venceu corrida com o pé queimado pelo radiador (Montreal 1982); que conquistou uma pole memorável em Zeltweg no ano de 1984 (quando treinou sem as três primeiras marchas); que superou um princípio de desidratação para ser campeão pela primeira vez, em Las Vegas 1981; que foi brilhante em 1990, levando a Benetton a duas vitórias magistrais (em Suzuka e em Adelaide) e que hoje é considerado, talvez, o piloto mais conhecedor do carro de todos os tempos.

Sim, Piquet foi tão brilhante como piloto quanto foram Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna. Mas o candango - Nelson nasceu em Brasilia, antes que me perguntem - era um excepcional mecânico e sabia de todos os detalhes do funcionamento do carro. Isso permitiu a ele o ingresso na categoria, a enorme colaboração no crescimento da Brahbam, a vantagem sobre Nigel Mansell em 1987 e foi fundamental para que sua equipe, a Piquet Sports, tivesse tanto sucesso na F-3 sulamericana e na GP2.

(aliás, até hoje a equipe existe; embora tenha apenas mudado de nome e de dono - primeiro Minardi, depois Rapax - o motivo da troca não foi por declínio tampouco problemas financeiros).

A pergunta sobre quem foi o melhor piloto de nosso país é apenas uma rixa barata feita pelos torcedores. Piquet foi genial a ponto de fazer história na Indy, mesmo só correndo uma única prova (as 500 Milhas de Indianapolis, em 1993).

Não por isso, a data começou com muitas mensagens de felicidades. Inclusive do seu filho, que correrá com uma pintura especial, tanto no carro quanto no capacete, na etapa deste fim de semana da Nascar Truck Series, em Michigan.

E como faz falta na Fórmula 1 um piloto que fala o que pensa. Parabéns, Piquet!!

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