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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mau presságio

Será que o Santos se arrepende de te-lo dispensado? (foto: Ramon Bittencourt)
Tem coisas no futebol que não dá pra entender. Para não me estender muito, vou exemplificar três absurdos deste ano.

A primeira delas é o Atlético-MG. Uma equipe que, no ano passado, acabou o Brasileirão em 15º lugar, se safando por pouco do que seria o segundo rebaixamento, com um time repleto de jogadores desacreditados em seus antigos clubes, neste ano lidera o campeonato e, mais do que isso, convence em suas atuações. Principalmente se tratando de Ronaldinho Gaúcho.

Além do ex-melhor do mundo, outros jogadores criticados por suas ex-torcidas, como Victor, Richarlysson, Réver, Danilinho, Jô e André. Nada levava a acreditar que o Galo mineiro fosse estar indo bem. E a boa fase vai perdurar bastante, pelo andar da carruagem.

As outras duas envolvem o Santos. Lá vou eu malhar o Judas em cima da equipe bicampeã mundial...

Mas não tem como não dizer nada. No ano do centenário, o Santos coleciona pataquadas e fracassos. Nada me tira da cabeça que o "deslumbramento" por querer uma revanche após os 4 a 0 sofridos diante do Barcelona tiraram o foco da equipe. Sim, acredito que o Campeonato Paulista não é nada perto da ambição de querer ser tricampeão mundial, sonho adiado devido a uma péssima atuação nas semifinais da Libertadores, quando diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida já batiam no peito e se diziam tetracampeões continentais.

Outra ânsia é a de querer segurar Neymar a todo custo, colocando o restante da equipe em segundo plano. Sim, ou por acaso há alguma explicação para que a diretoria tenha feito pouco caso com Paulo Henrique Ganso (talvez o meia de ligação mais cerebral do país - e que justamente não dá mais a mínima para o clube) e aberto mão de dois ótimos jogadores, como Elano e Borges?

Estava claro que ambos não tinham seu valor reconhecido porque, ao deixarem o alvinegro praiano, os dois voltaram a apresentar o bom futebol que todos conhecem. Grêmio e Cruzeiro devem agradecer até hoje o desinteresse santista por parte dos atletas citados.

A simples saída deles - e a confusão envolvendo o camisa 10 - já seria motivo para crer que a crise foi instalada. Mas ela piorou quando Muricy Ramalho disse, de forma clara e objetiva, depois de perder para o Vasco por 2 a 0, que "o time não se reforçou como deveria". Para um técnico soltar uma dessas, em rede nacional, ao vivo, é sinal de que algo não está indo bem. Pelo contrário, está muito mal. Neymar, sozinho, não vai resolver os problemas de criação do time nem da zaga (Felipe Anderson é irregular demais e Edu Dracena não joga mais neste Brasileirão, devido a uma contusão grave no joelho).

E a festa do centenário vai ganhando contornos de Haloween. Foi assim com o Palmeiras em 2002...

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