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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Com a bola toda

Sem muito a dizer:

Good bye, Father Joel. The torcida of Flamengo está muito happy com
your saída! (foto: Jorge William / Agência O Globo)
1- Em que pese toda a importância de Fernandão para o Internacional, a escolha dele como treinador da equipe colorada no lugar de Dorival Junior soa como um despreparo completo da diretoria. Sim, o ex-atacante era gerente de futebol. Mas como é um clube campeão do mundo, ninguém dá muita bola. Já pensaram se o Zinho assumir o Flamengo no lugar do Joel Santana, demitido hoje?

2- Aliás, o Flamengo é um caso à parte. Pior que o rubronegro no quesito organização, talvez só o Guarani. Joel já deveria ter saído há muito tempo do comando do clube. O mais lastimável disso tudo é que a "presidente" Patricia Amorim pediu licença do cargo para acompanhar os Jogos Olimpicos de Londres em solo inglês. Triste demais.

3- Aos 37 anos, Dida mostrou contra o Corinthians porque é um dos melhores goleiros da história. O empate por 1 a 1, principalmente no segundo tempo, foi muito mais por mérito do goleiro da Portuguesa do que pelo primeiro tempo sofrível do campeão da Libertadores. Tite meteu três volantes e o alvinegro não jogou porcaria nenhuma.

4- Simples e objetivo: cadê o Coritiba que chegou à final da Copa do Brasil?

5- Caros botafoguenses: não comecem a vaiar o time só por causa da derrota para o Grêmio, na estreia de Seedorf com a camisa do Glorioso. A vitória do Tricolor Imortal foi merecida. Mas a partida foi digna de um duelo entre dois clubes grandes. O futuro para ambos é promissor. E eu que achava que Vanderlei Luxemburgo iria estragar o time gaúcho...

6- Atlético-MG e Vasco seguem muito bem. O clube mineiro, especialmente, surpreende a todos. Não dá para afirmar que a simples presença de Ronaldinho Gaúcho ajudou a tornar a equipe vencedora. Mas que os "renegados" querem calar a boca dos críticos, ah, isso com certeza!

7- Enquanto isso, o Bahia comete a atrocidade de demitir Paulo Roberto Falcão, que levou o tricolor ao título estadual. Segundona à vista. Assim como o Atlético-GO, que perdeu o encanto da temporada passada e virou saco de pancadas.

8- E o Santos, hein? De clube vice-campeão mundial, o alvinegro praiano mostra suas claras deficiências ao estar desfalcado de Rafael e Neymar. Mas o pior está por vir: Paulo Henrique Ganso não deve mesmo vestir mais a camisa do clube. E o Santos, que carecia de um meia de ligação à altura do camisa 10, terá que se virar com Felipe Anderson. Em resumo: não adianta segurar um jogador que ganha 3 milhões por mês e não reforçar o time. Não sei se o Muricy Ramalho terá paciência para seguir na equipe. O perigo da queda para a Segundona existe.

9- Também existe o risco para o Palmeiras. Resta saber, somente, se a empolgação pelo título da Copa do Brasil não irá atrapalhar o alviverde, a ponto de acomodar os jogadores. Ninguém quer que a história de 2002 se repita.

10- Campeonato ainda imprevisível. Mas as forças vão se destacando neste momento de Jogos Olímpicos. E esta será a tônica do Brasileirão pelos próximos anos: poucas equipes lutando pelo título. Aquela história de "20 clubes grandes" não existe. Somente quem investir e mantiver uma estrutura sonhará mais alto a partir de agora. E os bons exemplos estão aí para mostrar que, no Brasil, é possível segurar técnico mesmo em tempos de nuvens negras. Tite que o diga!

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2 comentários:

  1. Joel Santana já foi tarde,pra completar a alegria dos Rubro Negros tinha que a Patrícia Amorim,Michel Levy,e toda aquela turma irem junto

    Saulo Maciel.

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  2. No Flamengo está tudo errado. Antes de avaliar jogadores e técnico, se faz necessário uma reflexão administrativa do Mais Querido. Hoje, o Flamengo é comandado por amadores. Como pode o O vice-presidente de finanças ( Michel Levy)ser responsável por buscar/contratar jogadores? O que faz ali o Zinho então? A meu ver, o financeiro é responsável apenas por comunicar se uma contratação é viável ou não. Se tem capital para tamanha contratação e quais as limitações possíveis. Mas cabe ao departamento de futebol avaliar as lacunas e nomear os jogadores a serem contratados. Hoje, infelizmente, não se tem definido, na prática, o papel de cada um lá dentro (setor administrativo). Divergências entre eles são corriqueiras e seria muita ingenuidade acreditar que tamanha desordem não se reflita em campo. É muito fácil criticar o R10 (na época de Flamengo) que lhe falta profissionalismo, se na parte de cima ocorre o mesmo. O que faz o marido da Patricia Amorim nas reuniões?Quem ele é?Que papel ele tem no Flamengo e por quê?

    Oferecer R$ 500 mil pro Felipe, num contrato de dois anos parece loucura. Mas não. Ninguém lá é maluco. Amador sim. Tirar o Felipe do vasco (seja por quanto for) é puramente jogada política da direção, visto que esse ano tem eleição pra presidente. Ela quer dar algum retorno, já que todas as suas cartadas foram por água abaixo.

    Graças a Deus há pelo menos 4 times piores que o Flamengo neste campeonato brasileiro. Graças a Deus também, a camisa do Flamengo pesa também a favor do time, e não somente contra. Ela é ''capaz de jogar sozinha num corpo desconhecido" e assim, em tese, o risco de rebaixamento inédito não me assusta.

    Se há esperança? Pra esse ano, possivelmente não. Se faz necessário uma faxina na parte de cima, antes de chegarmos ao time, propriamente dito.

    Um abraço, Saudações Rubro-negras.

    Pedr Motta.

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