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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Triunfo latino

Surpresa sim. Mas foi uma vitória maíuscula
do venezuelano.
Sim, leitores. Essa cena é relativamente conhecida.

Para quem se lembrou de Rubens Barrichello em Hockenheim/2000, cabe ressaltar que a corrida de ontem, em Barcelona, foi igualmente surpreendente e, por isso, merecida.

Pastor Maldonado herdou a pole-position (após a punição a Lewis Hamilton) e venceu o GP da Espanha com extrema autoridade, ao dar o bote certeiro na segunda rodada de troca de pneus, quando a equipe Williams antecipou sua parada e, após Fernando Alonso perder tempo com retardatário, para assumir a liderança e não mais perde-la.

Bem que o espanhol da Ferrari tentou pressiona-lo. Bem que Kimi Raikkonen e a Lotus tentaram uma mudança de estratégia.

Mas o dia era do pupilo do Hugo Chavez. O dia era do aniversariante, Sir Frank Williams, que completou 70 anos e viu sua equipe vencer uma prova pela primeira vez desde 2004. Enfim, um dia perfeito para a equipe de Grove. Mesmo com o incêndio em seu box horas depois da bandeirada. Foi um susto que, ainda bem, não passou disso.

Susto mesmo deve ter levado Bruno Senna, companheiro de Maldonado, ao ser abalroado por Michael Schumacher. Vou repetir aqui o que eu disse isso no Twitter e no Mesa de Boteco: os dois tiveram parcela de culpa. Bruno Senna leva um pedacinho dela, pois mudou muito bruscamente a sua trajetória. Mas o alemão da Mercedes errou o ponto de freada e quase passou por cima do brasileiro. "Idiota", gritou no rádio o heptacampeão. "Ele nunca vai assumir uma culpa", respondeu Bruno. No fim, punição para Schumacher: perda de cinco posições no grid em Mônaco.

Quanto aos outros, destaques para Lewis Hamilton e Kamui Kobayashi. O primeiro largou em último, vítima de um erro da equipe na classificação, e terminou em oitavo. O segundo fez ultrapassagens em pontos inimagináveis e terminou em uma ótima quinta posição.

Cinco corridas, cinco vencedores diferentes, cada um deles de uma equipe diferente. A Fórmula 1 de 2012 está totalmente em aberto e tudo nos leva a crer que em Mônaco podemos ter uma sexta equipe diferente triunfando. Nesse patamar de prováveis vencedoras, Lotus e Sauber aparecem bem. E como é bom ter uma categoria que brinda seu público com algumas surpresas.

Ontem foi uma delas. E que maravilha ver a Williams de volta ao rol dos vencedores.

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