Páginas

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Quem ri por último...

Quem para o escocês nos ovais?
Algo não estava normal. Quando a sessão de treinos classificatórios para as 500 Milhas de Indianápolis se encerrou, o nome de Dario Franchitti aparecia apenas na 16ª posição. À sua frente, seu companheiro na Ganassi, Scoot Dixon.

Todo mundo cometeu o erro crasso de ignorá-lo na corrida. Justo em Indianápolis, onde a Ganassi venceu três vezes neste século. O escocês, atual tricampeão da categoria, buscava sua terceira vitória no lendário circuito oval. Mas os holofotes teimavam em apontar para a Penske, maior vencedora da prova, com 15 vitórias, e que largaria com seus três carros entre as duas primeiras filas.

Os três primeiros. E todo mundo duvidava da Ganassi...
E aí já viu, né? Quem canta vitória antes da hora...

A Ganassi partiu para uma estratégia perfeita: seus dois pilotos alternavam as posições entre si e não desgrudaram um do outro durante a maior parte das 200 voltas. A idéia era clara: economizar etanol. Tal plano deu certo com algumas bandeiras amarelas em momentos cruciais. Uma delas, entre Mike Conway e Will Power, que mostrou o quão resistente é o novo carro da categoria.

Muitos fizeram bonito na corrida: Marco Andretti (que liderou praticamente a primeira metade da prova), Justin Wilson (que ameaçou nas voltas finais) e Tony Kanaan (que assumiu a liderança faltando 15 voltas para o fim e só perdeu nas quatro finais - e mesmo assim conseguiu espantar a zica com um belo terceiro lugar).

Ele rodou? Sim. Mas Takuma Sato provou que uma vitória
é tão importante quanto pensar no campeonato.
Mas o destaque foi Takuma Sato. Justo ele, que largou apenas em 19º e atacou os dois carros da Ganassi nas duas voltas finais. Na 199ª, ele deixou Scoot Dixon para trás e foi ao ataque final para cima do escocês. Ao abrir a última volta, Sato colocou de lado. Na primeira curva, a liderança nipônica parecia garantida. Mas...

Um leve toque entre ambos fez o piloto da Rahal rodar e dar adeus ao sonho de se tornar o primeiro asiático a triunfar no solo sagrado de Indianápolis. E assim, a vitória caiu no colo de Franchitti, que escreve de vez seu nome entre os maiores da Indy - e confirma sua fama de rei dos ovais.

Muitos afirmaram sobre a vitória de Dario ser injusta. Discordo. Não se pode falar que vitórias ou derrotas são injustas. E neste ano, mais de 15 pilotos estavam em reais condições de vencer.

Mas a certeza que fica é que nunca mais ninguém subestimará um campeão.

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google+ Adicionar ao Tumblr Adicionar ao Linkedin Adicionar ao Blogger Adicionar ao Wordpress Enviar por e-mail Imprimir

Nenhum comentário:

Postar um comentário

OBS: Comentários anônimos serão excluídos. Para inserir o seu nome, basta clicar em "Nome/URL". Não é necessário preencher o campo URL caso não tenha!

No lugar do nome, podem colocar o Twitter, o e-mail ou o site pessoal. Mas não pode ficar anônimo!