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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quatro passos para o topo

O momento de glória de Paulinho: 1 a 0 e o Corinthians
volta a uma semifinal depois de 12 anos!
Em competições internacionais, é muito raro ver as melhores equipes avançando pelas fases.

Nesta Copa Santander Libertadores temos um grande alento: as quatro equipes que chegam às semifinais são, de fato, as quatro melhores do continente. O atual campeão da Libertadores, o maior campeão dos formatos mata-mata, o atual campeão da Sulamericana e o atual campeão do nacional mais difícil do mundo. Quer mais?

As partidas de volta das quartas-de-final mostraram ao mundo o quão acirrada, brigada e disputada é a Copa Libertadores: todas as partidas decididas após os 40 minutos do segundo tempo. Duas delas, nas penalidades. E eu quase queimei a língua.

Sim, porque eu havia cravado que a Universidad de Chile passaria com certa tranquilidade pelo mais novo "carrapato" sulamericano, o Libertad. O placar de 1 a 1 foi garantido graças a Jhonny Herrera, que fez uma defesa magistral no último minuto, quando os paraguaios já ensaiavam o grito de gol. E, nos pênaltis, o arqueiro chileno garantiu o triunfo de La U para as semifinais. Não, a super equipe de 2011 não existe mais. Porém, ninguém ousa duvidar deles.

Como aprenderam a não duvidar de seu futuro adversário, o Boca Juniors.

Antes do confronto com o Fluminense, pelas quartas, os argentinos ouviram de Abel Braga que "o Boca precisaria melhorar muito para eliminar o Tricolor". Pois bem, o 1 a 0 no placar (com toneladas de gols perdidos por Rafael Moura e Rafael Sóbis) levava o jogo para os pênaltis. Mas, como diria Muricy Ramalho, "a bola pune". E ela puniu o time das Laranjeiras aos 45 minutos do segundo tempo. Santiago Silva garantiu o empate e a vaga aos argentinos, profundos conhecedores de jogos eliminatórios e que crescem demais nos momentos decisivos.

Agora liguem os holofotes. A outra semifinal vai parar o país.

Historicamente, não dá para comparar tudo que o Santos já conquistou (três Libertadores, dois Mundiais e a fama de melhor equipe de todos os tempos, junto com o Real Madrid) com o Corinthians (campeão mundial uma vez e que chega apenas à sua segunda semifinal continental). Mas as quartas de final mostraram que dá para prever equilíbrio e indefinição.
Foi sofrido. Foi nos pênaltis. Mas o sonho do tetra
continua vivo para o Santos!

O alvinegro do Parque São Jorge testou o coração do seu torcedor. E até hoje agradecem aos céus pelo fato de Diego Souza não ser Ronaldo ou Romário. Não, ele não errou feio. Mas fez o óbvio, no lance que poderia ter acabado com a disputa (após lance bisonho de Alessandro).

Cássio, arqueiro corinthiano, operou um milagre e Paulinho, até então esgotado em campo, apareceu na área, aos 42 do segundo tempo, para estufar as redes de Fernando Prass e fazer a fiel torcida explodir de alegria.

A mesma alegria que os praianos demonstraram quando Léo converteu a quarta cobrança de pênalti, contra o Velez Sarsfield (que errou dois na disputas de penalidades), após um jogo bem truncado. Os argentinos descobriram a fórmula para vencer o Santos: marcar Neymar e Ganso. Mas não contavam com a expulsão do goleiro Barovero, o melhor da Argentina, na minha opinião. Seu reserva, Montoya, não pôde fazer nada para evitar o gol de Alan Kardec (em passe magistral de Ganso - que não jogará as semifinais). 1 a 0 e definição na marca da cal.

Nela, o tão criticado Rafael defendeu uma das cobranças. A outra perdida pelo Velez foi parar no Guarujá. E, assim, a semifinal brasileira foi garantida. O que significa que, mais uma vez, colocaremos um representante do país na final. Desde 2005, pelo menos um brasileiro chega lá. E, neste século (ou seja, desde 2000), apenas em 2001 e 2004 não tivemos um brasuca decidindo a competição.

O fator positivo disso tudo é que tanto Santos quanto Corinthians têm totais condições de erguer a taça continental, viajar ao Japão, derrotar o Chelsea (que não é nem de longe o melhor da Europa) e reconquistar o Mundial, que não vem para a América do Sul desde quando o Internacional calou a boca e a arrogância dos espanhóis do Barcelona, em  2006.

O que leva a crer em uma semifinal histórica entre os alvinegros.

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3 comentários:

  1. Como sempre belas palavras e estudo dos confrontos. Parabéns Rodrigo, e vamos esperar uma partida linda entre as equipes paulista e que o melhor passe para a final e representar o futebol paulista, brasileiro e da América contra o Chelsea que passou pelo Barça com tática parecida ao do Velez só precisamos decidir nos dois confrontos quem irá enfrentar o outro lado da tabela da libertadores. Só não podemos jogar no Morumbi, e o presidente do Santos tem que fazer como o do Corinthians, Morumbi jamais, eles tem que chamar a Madona para alugar o estádio e manter a arrogância.

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  2. Muito boa reportagem, a melhor parte foi a do Diego Souza, os corinthianos deveriam acender uma velo do tamanho dele, foi uma tremenda displicência. Não torcerei pelos brasileiros, e nem para os argentinos, rs.Foco no Brasileiro e voltaremos no ano que vem.

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  3. Hahahahaha... so você mesmo, Fábio. Grande abraço!

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