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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

As lições da tragedia


Ímola, 1994. Las Vegas, 2011.

Antes de qualquer coisa, guardem as proporções entre Ayrton Senna e Dan Wheldon. Mas as semelhanças dos dois acidentes fatais vão muito além do desfecho trágico.

"Todo mundo morre", diria minha mãe.

Óbvio. Mas precisa ser tão trágico assim?

Tal qual o fim de semana triste em terras italianas, a mesma sensação de que algo de ruim iria acontecer já tomava conta dos automaníacos antes mesmo da largada. Um circuito oval, de pouco mais de 1,5 quilômetros, com 34 carros inscritos e com curvas altamente inclinadas (20º) que, na avaliação dos pilotos, aumentava o risco "por deixar os carros colados demais uns aos outros o tempo todo".

Ou seja, qualquer vacilo seria crucial para um "strike".

Eis que na volta 12, um toque besta e uma perda de controle do carro igualmente besta dá início a um dos piores acidentes da história do automobilismo mundial. Mas quem vai imaginar? A gente nunca se preocupa com isso...

Mas, conhecendo a Indy como nós conhecemos, era claro o sinal de que nada estava bem, quando a direção acionou a bandeira vermelha. E os minutos que se seguiam eram de uma agonia incomparável. Acaba a tortura logo, devem ter pensado os fãs.

Will Power fora da prova? Campeonato decidido. E quem pensava em campeonato àquela altura? Aos poucos, as fotos, o replay do acidente assustador e a constatação de que precisaria alguém partir desta para melhor, ao vivo, sendo mostrado para todo o mundo (tal qual 1994), para quem sabe, dar segurança aos pilotos da Indy.

Sim, segurança. Ou vocês acham que um carro seguro perderia o santantônio em uma batida?

Chega a ser estranho como tudo acontece. Em acidentes como esses, a gente sempre torce para que o pior nunca chegue. E ficamos agoniados, tensos, com as mãos geladas e tudo mais. As notícias nada animadoras, helicóptero, tubos de oxigênio, correria, notícias de que o capacete teria quebrado com uma das pancadas que o carro sofreu.

Neste exato instante, eu penso: é o fim.

Parece que foi um parente que nos deixou. É a sensação triste que toma conta daqueles que amam automobilismo. Por mais que seja sabido que é um esporte de risco. Mas ele pode ser diminuído. Como aconteceu com a Fórmula 1, depois do acidente com Ayrton Senna.

Quem sabe esse não era o caminho para a Indy?


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2 comentários:

  1. A IndyCar não devem correr neste tipo de circuitos ovais, 20 ° de inclinação nas curvas é muito. Pode ser aceitável para NASCAR, mas não para Indy. Mesma coisa aconteceu com Kenny Brack no Texas, mas felizmente sobreviveu. Não é assim com Dan. Que ele descanse em paz.

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  2. Acidente é normal acontecer, afinal isso é um esporte também e é normal acontecer algum acidente e na Indy acontece muito mais acidentes e porr isso é tao emocionante de ver, afinal todos torcem pra q algum carro bata, mas é esse foi mais grave mas mesmo se o piloto estivesse vivo isso não ia ser motivo para parar de correr, agora se a pista não é adequada ou tinha falhas ai é outra situação que os organizadores tem que ver.

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