Páginas

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Terceira temporada

Não, eu não estou me referindo ao Lost, nem ao 30 Rock. E sim, o assunto é a Fórmula 1.

Para quem tem mais de 35 anos (alguns com menos idade podem ter visto também) sabe do que eu estou falando. Em todo caso, é bom relembrar esse "seriado", que eu entitularei "Como perder o caneco".

Relembremos, pois:

1ª temporada - prometeu, não cumpriu, dançou: A primeira temporada da série aconteceu em 1986, com 16 capítulos. Desde o primeiro episódio, em Jacarepaguá, já estava armado o cenário de guerra entre os dois protagonistas (Nelson Piquet e Nigel Mansell), o coadjuvante (Alain Prost; se é que pode-se chamar um campeão do mundo assim) e o vilão. Aliás dois (Frank Williams e Patrick Head). Sim, vilões porque não prometeram o que cumpriram ao brasileiro.

E aí a equipe começou a se dividir.

Os dois protagonistas simplesmente se degladiavam pelas vitórias, em um claro ambiente hostil. Isso tornou o francês, atual campeão (porém fadado a assistir a briga dos dois carros da Williams) em estrela, porque Alain acumulava pontos. E a dupla de Grove tirava pontos um do outro. Resultado? Prost garantiu o título no último episódio, "gravado" em Adelaide.

2ª temporada - Ice-first: a segunda temporada da série foi "regravada" em 2007, com 17 episódios. Desta vez, os protagonistas eram Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Kimi Raikkonen, da Ferrari, começou bem; depois parecia virar coadjuvante, quando a dupla rubrocromada dominou, a partir do quinto episódio, em Mônaco (fato comprovado no sexto e sétimo capítulos, em Montreal e Indianápolis).

Raikkonen, junto com seu companheiro Felipe Massa, eram coadjuvantes de luxo, pois mantinham-se na disputa. Os quatro terminaram o décimo-segundo episódio com três vitórias cada. Mas em Monza, surge o vilão: Nigel Stephney. E toda a história de espionagem que desclassificou a McLaren, mas apenas no campeonato de construtores.

O problema foi que, a partir de Magny-Cours, os ânimos dentro da equipe de Ron Dennis se acirraram, entre o então bicampeão, que começou a perder terreno para o novato mimado pelo chefão. E a briga explodiu de vez na Hungria. O clímax pefeito.

As denúncias de que a McLaren teria entregue o campeonato em troca da não-exclusão total da temporada não passam de boatos. O fato é que, na última prova, em Interlagos, Lewis Hamilton errou bisonhamente. Fernando Alonso, nitidamente com um carro inferior, não pôde fazer nada para evitar o mais improvável título da história, pois Kimi Raikkonen descontou 17 pontos em duas provas (ou seja, de 20 possíveis). Ou seja, a equipe beneficiada no primeiro episódio provou o outro lado.

3ª temporada - o toureiro contra-ataca: a atual temporada tem como protagonistas Mark Webber e Sebastien Vettel. Com repetecos das histórias passadas de proteção a um determinado astro e preferência de equipamento, ambos os rubrotaurinos se esgoelam pela preferência.

Com 11 pontos de desvantagem, seria natural que Webber recebesse a atenção da equipe para lutar contra Fernando Alonso (ele de novo), já que Vettel está 25 pontos atrás. Mas não é o que parece ser decidido por Christian Horner e sua trupe. O resultado pode ser o título mais ganho de todos os tempos escorrendo entre os dedos. Por causa de uma teimosia.

E enquanto os touros batem cabeça, o toureiro agradece.

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google+ Adicionar ao Tumblr Adicionar ao Linkedin Adicionar ao Blogger Adicionar ao Wordpress Enviar por e-mail Imprimir

4 comentários:

  1. Realmente, o título mais ganho de todos os tempos escorrendo entre os dedos.

    ResponderExcluir
  2. AEEE RODRIGAOOO!

    TA APAVORANDO !!

    ABRACAO

    ResponderExcluir
  3. Conclusão da porra toda: Alonso vai ser campeão, Vettel será execrado pelos rubro-taurinos e a Fórmula 1 vai viver em função desse espanhol babaca...

    Ainda bem que meu pai não viveu pra ver isso...

    ResponderExcluir

OBS: Comentários anônimos serão excluídos. Para inserir o seu nome, basta clicar em "Nome/URL". Não é necessário preencher o campo URL caso não tenha!

No lugar do nome, podem colocar o Twitter, o e-mail ou o site pessoal. Mas não pode ficar anônimo!