No início do ano, Helio Castroneves estava afundado em problemas judiciais, sendo acusado de sonegação fiscal e evasão de dívidas. Além dele, sua irmã, Katiúcia e o advogado, Alex Miller, estavam na mira da Justiça americana.
Caso fosse condenado, poderia ficar 35 anos atrás das grades. Além de tudo isso, sua carreira profissional corria sérios riscos: a organização da IndyCar quis tirá-lo da categoria, alegando má conduta; a Penske o substituiu na primeira prova por Will Power.
Em Março, a absolvição. Livre da acusação, ele voltou ao cockpit da Penske. Logo de cara, um pódio na etapa de Long Beach.
Mas ele precisava de algo maior, que marcasse o fim do sofrimento. E o acontecimento foi as 500 Milhas de Indianápolis.
A pole era um bom sinal. Na corrida, depois que reassumiu a ponta, não saiu mais dela. Venceu com autoridade e pôs um fim ao sofrimento. O autódromo aplaudiu de pé, os narradores da Bandeirantes caíram no chôro, assim como toda a equipe. Aliás, todos os pilotos deram os parabéns.
Para o bem do automobilismo, o Homem-Aranha voltou!!
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